quinta-feira, 22 de julho de 2010

Quente VIII !

Continuando...

Desculpe tê-la assustado, não era essa minha intenção, e que eu acabei vindo caminhar por aqui para me desafogar da multidão e...

_Não foi nada, me assustei pensando ser outra pessoa.

_Outra pessoa? Esperas ou foges de alguém?

_ Não, não é, não tome como grosseria mas a senhorita está se abelhudando demais em minha vida!

_Ah, mil perdões, não era essa minha intenção...

_Sim, já sei...

_Eu apenas queria saber um pouco mais sobre você...

_Não queira, por favor, o que tivemos foi algo estritamente profissional, ou melhor, não tivemos, mas como “empregada” que era e você pagando pelos serviços tive de obedecer e até agradeço por somente ter aceito minha companhia, não sou cortesã nem quero uma me tornar, mas...

_Então não se torne, dê uma chance a...

_Não é tão simples assim, você não tem a vida que eu tenho, sou dançarina sim, desse ofício até me prazero mesmo não sendo como verdadeiramente queria. Mas de mim deves esquecer.

_Mas como consigo, eu...

_Você nada, por favor, olhe bem o que você está fazendo, já passou dos limites, além de tudo não sou assim como você, posso não merecer o respeito da corte, mas ser isso que você é... Nunca! Antes meretriz a isso.

...Não conseguiu balbuciar uma palavra se quer, serrou os olhos e os sentimentos vieram a tona, lavando e amargando o meu rosto.

_Isso era tudo que eu tinha a dizer, passar bem. Adeus.

... Ficou ali, vendo Pietra partir e sem nada falar, o choro tomou proporções maiores e o coração doía, como nunca antes, sentou ao banco e ficou até o anoitecer, quando teve forças, para casa regressou.

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Mais uma vez venho relatar o que ao presente me vem passando. Desta vez é até capaz de trechos de meus desabafos serem manchados pelo gosto salgado que no desamor há.

Minha Lola, ou melhor, minha Pietra, que minha nunca foi, mesmo eu acreditando que sim, por um dia ou melhor, pela noite pretérita ela foi minha, acredito...Porém hoe, com um semblante sério e espinhos nas palavras me cristalinizou que há um NUNCA para o acontecer de meus sentimento com ela.

Borro algumas palavras e deixo a folha manchada, me pego vazia inteiramente, pela primeira vez encomodada com a solidão esterna e interna.

Nã vou maiz me delongar, abafarei os sentimentos ao travesseiro, escrever parece doer mais ainda. Já não sei se caso um dia voltarei a manuescrever sobre um papel o nome dela.

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Pela primeira vez me senti triste por magoar alguém, me doeu de verdade, mas aquela mulher não é normal, é linda sim, gentil e...Maluca, completamente maluca.

Mas ver aquele olhar marejado, uma expressão triste, como se a Senhorita destemida se encolhesse de ante minhas palavras. Porém como ela quer não tem como ser, se fosse somente amizade já seria muito incomum, sendo eu o que sou, ter algo além disso é extremamente absurdo.

Não há cogitação de algo assim acontecer, já difícil e viver ao olho da sociedade como meretriz, não sendo de fato uma, ainda dita de anormal e errante se eu desse juizo a essa loucura.

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Passado mais um dia...



Continua...



Ps.: sinto não estar cumprido com o que disse, mas estou sem computador, postarei sempre que puder, sei que hoje foi pouco mas tentarei recompensar na próxima, aos que comentam muito obrigada pelo carinho, aos que leem, agradeço também.


terça-feira, 13 de julho de 2010

Quente VII!

Continuando...
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Vou a relatar o que vem se passando em meus dias, cada momento, cada segundo e como o ar que respiro me renova e novo me parece ser.
A noite pousou-se e eu fiquei em casa, ouvia música tinha a distração ao que vinha de fora...Confesso ter sentido muita falta de ir vê-la, mesmo de longe. Porém era necessário ficar assim, já era desconfiante uma mulher sempre a observar um cabaré, ou se eu aparecesse demasiadamente com vestes masculinas, logo me descobririam, afinal curiosidade sobre quem seria esse tal rapaz de pronto apareceriam.
Descobri alguém ainda mais encantadora do que Lola, Pietra que é ainda mais linda dentro de sua inocência melindre de seu pudor. Mesmo sendo a mesma pessoa não carregava o fardo da vida que levava.
Como foi mágica a noite passada com ela, loucura minha sim, mas se não fosse eu desprovida de lucidez não estaria agora tão feliz. As únicas coisas que me inquietam é ter ido vê-la e não saber o que achou de todo acontecido. Sei que venho a me arriscar, mas é preciso e se me for permitido fazê-la feliz não pouparei esforços ou medidas.
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Mas uma noite vinha a tona, Pietra ou melhor dizer, Lola agora já estava a postos, antes... espiou pela fresta da cortina para ver se a encontrava. Lembrava-se bem dos olhos, mesmo escondidos entre gestos e aparência masculinas eram de feminilidade intensa. Porém não os viu. Seu sorriso sumiu, mas ficou na esperança que tivesse a observá-la ao lado de fora.
Então saída do transe, pois haviam lhe anunciado, a música tocou e finalmente a atração principal da noite se apresentou. Desta vez somente a dança e o despir de poucas vestes e acessórios.
Os homens empolvorosos como sempre, mas “Lola” logo terminou e dirigiu-se ao dressing*. Sentou-se de frente ao espelho e começou a retirar a maquiagem ao se ver parou e ficou a se admirar, pensou em tudo o que viveu n dia anterior... Aquela mulher que lhe proporcionou momentos diferentes, sem maledicência, a vida que vinha vivendo até o presente momento... Fez que não com a cabeça , suspirou e terminou de se trocar.
Arrumou as coisas rapidamente e se dirigiu a saída buscando encontrar Antonella, mas não a achou, um sentimento estranho preencheu todo o seu ser, tomou um táxi então e foi para casa.
Pelo caminho a pensar e repensando: Que loucura, como imaginar duas mulheres juntas e justamente ela com uma senhorita da nobre sociedade, era no mínimo inaceitável.
Chegou em casa e foi direto tomar um banho, voltar a ser ela mesma era a maior felicidade que tinha em seus dias...Deitou-se e mais uma vez, mesmo tentando não pensar, foi inevitável o buscar em mente até aquela bela e louca senhorita que lhe
confessou amor.
Sorriu fazendo um gesto negativo com a cabeça, em um momento se perguntou o motivo dela não ter ido vê-la, mas achou até melhor que assim fosse não poderia alimentar ilusões, apagou o candelabro e pôs-se a adormecer.
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A bocejar mais um dia quando ambas, cada uma em sua casa já de pé estavam. Era inacreditável como não conseguiam esquecer o acontecido. Enquanto Antonella pensava em como ter a real chance, Pietra certificava-se que a melhor coisa a fazer seria não alimentar loucura alguma, antes que tudo se tornasse algo irredutível e no final da estória, triste, capaz até mesmo de tragédia.
Festejos aconteciam na cidade, seria então mais um dia em que não se encontrariam, para alívio de uma e ânsia de outra. Paris inteira em festa quase um “carnaval” acontecia pelas ruas: pessoas felizes sem estatus de separação cantavam e dançavam.
Para Pietra não havia dia melhor, podia sair a rua como uma Dama igual a todas as outras...Às vezes um ou outro senhor a cortejava elegantemente mas olhares de volúpia mostravam as reais intenções, Pietra fingia não vê-los e continuava a admirar toda a festa.
Para Antonella a festa era apenas mais uma que a corte criara para amenizar a melancolia miserável da maioria desfavorável. Não gostava de tumultos, preferia a paz que tinha em seu refúgio, mas inexplicavelmente nesse dia pôs-se a ir até Notre dame admiradora que de tão bela arquitetura, mas diante a confusão na rua acabou mudando o curso...
Devido a estação do ano o campo estava todo florido o que lembrou Pietra que de imediato entre cantos, danças e comidas, sorridente caminhou até lá... Alguns casais estavam a passeio de mãos dadas, ela sorria e os cumprimentavam. Chegou ao lugar que lhe era preferido e por lá ficou.
Antonella caminhando sozinha acabou por capturar uma pintura como imagem e antes mesmo de ver a face da bela moça que descansava em sua frente, seu coração e o perfume trazido pela brisa, reconheceu Pietra: um vestido lilás destacava a alva pele, as mãos postas em luvas dava-lhe um ar de leveza e o leque a abanar com tamanha delicadeza... ficou segundos admirando-a até esta notar alguém ali e como em um susto de pronto colocou-se de pé...


Continua...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Quente! VI

Continuando...

Os raios de sol já penetravam pelo quarto. Foi quando despertei e pude contemplar a mais plena visão, Pietra dormia com a cabeça sobre meu colo, e alguns raios iluminavam a face... Uma verdadeira bneca, senti meu coração disparar e um sorriso se formou em meu rosto.
Abracei-a, beijei-lhe a testa e cuidadosamente me levantei, para que não a despertace, ela virou de lado se aninhando aos travesseiros. Direcionei-me ao lavabo, tomei um ligeiro banho logo pedi que alguém me fizesse a gentileza de levar o café da manhã ao quarto: capuccino, croassam, pães diversos, geleia, maçãs, morangos e suco... E que em uma jarrinha fosse colocada uma gerbera cor de rosa para enfeitar.
Não demorou muito para que um rapaz chegasse, me escondi atrás da porta mostrando somente a mão, indicando onde queria que colocasse a bandeija, logo o rapaizinho saiu deixando meu pedido sobre a mesa que ficava próximo a janela. Coloquei a bandeija sobre a cama e comecei a presentear a face de Pietra com leves beijos doces e puros, ela abriu um singelo sorriso, feito une petti, abriu os olhos e com a voz ainda embarga falou: Bonne journée, madimoisell!
Eu com o rosto abobalhado respondi e mostrando a bandeija convideia ao desjejum ... :
_Nossa que lindo! Tudo isso somente para nós duas?!
_Sim, claro, param quem mais haveria de ser se não para você! Como não sabia o que gostava de comer ao amanhecer, tomei a liberdade e pedi de tudo um pouco... Espero que goste!
_Bem, sei que não se deve fazer disfeita e não farei, está tudo com uma belíssima aparência e também acordei faminta. (sorriu)
_ Então vamos nos servir...(risos)

Rimos e assim seguiu nosso desjejum. Ela ainda permanecia um tanto sem jeito, porém parecia mais a vontade. Degustamos de tudo o que tinhamos direito e havia na bandeija, logo após, me perguntou se me encomodaria dela ir se banhar, que não havia problema algum, recebi um lindo sorriso de resposta... Então se dirigiu ao banheiro, eu aproveitei para ir me arrumando.
Um trabalho grande me tornar um
home novamente, o tempo que gastei me arrumando foi o mesmo que Pietra no banho.

*Ah, que maravilhoso e delicado perfume inebriou o quarto, sentia-me flutuar

Ela saindo tímida do banho, me sorriu... (Nem parece a mesma mulher que encanta e seduz a todos) e falou: És um belo homem, sabia... E uma verdadeira louca, se te descobrem...
_Não hão de fazer nada, certeza...No máximo me poríbem de voltar aqui...
_Ah, sim, com toda certeza...mas...
_ Mas nada! Você hoje sabe que existo e que poderás sempre contar com minha pessoa.

Foi então que lhe estendi a mão entregando um bilhete que contia meu nome e endereço, ela o guardou me sorriu e depositou um suave beijo em minha face. Nos despedimos e fui à casa, chegando, tomei um belo banho e fui a repousar, passei o dia todo pensando na noite anterior e no amanhecer que acabara de vivenciar. Ao cair a tarde, decidi que nesta noite não iria ao cabaré, sem saber o certo o motivo de tal decisão, mas assim o fiz.


Continua...
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Bem, a história voltou, será postada toda segunda e sexta se possível, tentarei essa semana postar um pouco mais para dar um ritimo um pouco mais forte e agora só irei parar quando terminar.
Desculpem a demora, mas acontecimentos (e minha preguiça, admito) me fizeram parar por um tempo. Espero que gostem...

Até sexta.
Beijos!




quinta-feira, 13 de maio de 2010

passou...

um momento, ela.

Ela era quase uma flor,
era quase uma boneca
de pele alva, mas transmitia fervor.

Ela era quase uma fada,
um ser místico
encantador.

Ela era quase um ser humano
ao meu ver era perfeita,
era o meu amor.

Um amor assim, de flor...
Calmo, sem pressa de acontecer
que no beijo inundava sensações...
que fazia galopar os corações
mas em um abraço se fazia calmaria, era a plenitude...
um sentimento assim, não acontece novamente...

Ela era minha, meu amor
e dentro do meu meu peito
continuar a pulsar sua existência .

segunda-feira, 29 de março de 2010

Que o espelho do mar me leve esse amor sem fim...leva meu coração

Ando me sentido tão sozinha,às vezes a solidão é a melhor amiga que se tem.
Eu não tenho problema com ela,fico bem sozinha, mas bem não é o mesmo que estar feliz.
Sinto-me mais só do que de costume, até devido ao fato de que antes ao olhar para dentro de mim
eu via todos os meus pedaços, hoje, eu olho e me vejo cheia de buracos. Ao partir, ela levou tanto de mim, partes até que eu nem sabia que existia. E duraram por pouco mais de um ano, hoje, me vejo sem elas novamente.
Eu era mais humana do que ser, fui um pouco mais emoção do que razão, mais sorriso do que lágrimas, mais plural que singular, fui mais dueto do que solidão.
Hoje, depois de quase três meses, me pego procurando você em outras pessoas, mas não tive a coragem, nem mesmo, de saber se essas outras pessoas tinham o beijo parecido com o seu. Até mesmo por saber que, ninguém terá nem mesmo semelhança com o seu olhar.


segunda-feira, 8 de março de 2010

l'amour

Como uma rosa,
intrigante,
linda e perfumosa.

Uma pétala sobre a outra
e no miolo, segredo,
um mistério a desvendar.

Linda alma,
encantadora.
Um lindo corpo,
sedutora.
Um mágico coração,
acolhedora.
A força de um trovão,
protetora.

Para o mundo apenas com o olhar
diversas formas,
fezendo o universo se encantar.

Como uma lotus
traz paz
e tranquilidade.
Como um lírio
desafia o amor.
Como um cactos
possui espinhos,
mas sempre deixa brotar a flor.

Na antiguidade à modernidade retratada como Deusa
e o povo a venerar,
suspiros, volúpia
de um peito
que pela mulher foi se apaixonar. (Helia L. Oliveira - Volk.)

A todas as mulheres, um feliz dia, pois é mais que merecido.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Retirando a poeira e...

as teias de aranha que cá se fizeram.
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Essa semana, volto a postar o conto, outras estórias estão sendo escritas também, espero voltar mais frequente aqui ao blog.
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Para ela:

Hoje, já não sei se acredito outra vez no amor...
não é despeito meu, ou arrependimento, ou trauma, nada assim.
Só acho que, não possa existir esse sentimento aos seres humanos, ou a maioria deles.

Hoje, acho que acredito de verdade no amor...
não que eu esteja amando, ou apaixonada, ou encantada.
Só acho que, a vida sem ele os seres humanos não seriam humanos.
Hoje, para mim, o amor é algo passageiro, coisa de momento...
não que eu viva apressada, correndo, de um lado para o outro
Só acho que, se o amor criasse raizes e fosse eterno, seria intediante, nó mínimo.

Hoje, na verdade eu só queria ela aqui,
poder dizer que eu não sei o que sinto ao certo, ou sei: é amor.
Só acho que, não é esse amor de estória, televisão ou invenção.

É o amor que nasceu e floresceu em meu coração.

por: Volk