Continuando...
_________________________
Sem demora, encontrou os aposentos de Viviane que a recebeu com um surpreso e caloroso sorriso, fazia um certo tempo que não se viam. Entraram, e o tempo que não se viram foi prontamente preenchido pelo papear dos acontecimentos com ambas...
Foram nessas indas e vindas de contos acontecidos que Antonella contou a Viviane, o que estava sentindo e por quem,com a mulher que passou a sonhar e por quem se apaixonou:
_Bem verdade é Vivi. Por todos esses anos não me permitir de alguém gostar e deixar que essa pessoa...É...Como dizer... Me visse como realmente sou, permanecer verdadeiramente em meu interior.
_Esse momento chega para todos. Desde o trise acontecido você se trancou em um mundo excluso, não saindo e não permitindo a entrada de outro alguém. Essa mulher, deve ser, no mínimo...Incrível!
_De fato, no mínimo. Ela me desarmou não propositalmente, sem nem mesmo querer, sem ao menos saber o que fazia. Fácil não está sendo e às vezes já até me arrependo por tão belo sentimento assim.
_Ora, mas não, nem pense nisso. É tão bom apaixonar-se, amar...
_ Quando este é reciproco!
_Sim, mas já querer desistir, em apenas uma resistência dela?
_Não foi apenas uma, já fiz loucuras e loucuras por ela e as últimas palavras ditas a mim ainda não me foram digeridas. Dói, todos esses acontecimentos me doem demais.
_ E acreditas que fugindo, essa dor diminuirá, quisá passará?! A função da dor é doer, com a intensidade necessária para machucar, não há outra função que não essa. Só doendo ela tem o tempo de começo, meio e fim, cicatrizando e transformando-se.
_ Tens razão, Viviane, tens razão. Mas, como!? Faz tanto tempo... Acho que não sai mais.
_ Saber, você sabe sim, arranque esse medo de seu peito, aproveite a viagem que está a fazer. Aprenda e evolua, relembre o que viveu e quem eras. Só não use esse tempo como fuga.
_ Estou insegura!
_ É difícil crer, ao menos para quem lhe conheceu no passado, acredite, se não estivesse a ver sinceridade em seus olhos, duvidaria fielmente nesta sua afirmação. Porém é bom uma certa insegurança, mostra que você realmente a ama e não se poem soberana em primeiro plano.
_ Então, como faço?
_Acredite em você e tenha calma e sapiência, é o que necessitas. Nossa sociedade não nos respeitam, somos monstros perante eles e ela, deve achar o mesmo.
_Acha até pior, afinal, ela prefere a vida de meretriz a viver comigo...
_Francesinha, olhe como esta pensando, um conceito já formado de idéia erradamente triste, ser ou não meretriz é complicado tanto quanto para nós, assumirmos sentimentos e mostrarmos nossa essesncia. Não julgue nem diminua, ela sofre, acredito eu.
_Ah, em isso eu já consigo, nem mesmo posso acreditar. Ela me falou, olhou em meus olhos e disse...
_Havia sinceridade, cristalinidade nas alavras, nesse olhar que te lançára? Será mesmo que ela não sente...Ou sente? A única certeza agora é que não sabemos ao certo o que ela sente, e muitas coisas podem mudar.
_Na verdade a única coisa que tenho certeza é o que sinto, somente isso, somente o que pulsa em meu peito e me sufoca os pulmões.
_Está bem, está bem... Agora vamos deixar isso em segundo plano, ao menos nesse primeiro momento, e aproveitar vossa digníssima presença nesta cidade. Afinal, a vida é breve e dela temos que usurfruir ao máximo.
_Vamos, até mesmo pelo que, desde de minha chegada estamos a papear, quero mesmo rever os belos lugares que já passei e rever as meninas da Academia Letrais Lesbos.
_De fato, que anfitriã sou eu que ainda cá estou a por conversas em ptratos, ao invés de guiá-la, mostrando o que há de contemporâneo e o que continua de intácta forma. As meninas, algumas tanto mudaram, outras que já previstas eram e hoje mantiveram-se.
_Nossa, as meninas, que saudades sinto. Já passaram tantos anos desde a última vez que as vi.
_Isso logo será resolvido. E não me venha com curiosidades, não vou dizer nada sobre elas, mostrarei e você por você descobrirá.
_Algo é certo, Viviane, você não mudou nada - Comentou em tom cômico, para com a querida amiga-
_De pronto, agora cessamos a conversa e vamos. O proximo navio sairá em alguns minutos em direção a Lesbos. Sabes que hoje à noite, há a comemoração de anos ALL. Creio que veio já premeditada.
_ E não sei, como me esquecer.
Foram então em direção ao porto de Atenas, para tomar o navio em direção a Lesbos...
Continua...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Quente XII!
Continuando...
______________________________
No mesmo momento Antonella embarcava para Grécia, passando dois dias em Atenas e logo após seguiria para a ilha de Lesbos.
Por vezes já estivera por lá, estou a fundo toda a vida e obra de Safo, de quem era fiél seguidora e aprendiz e por quem nutria enorme admiração, porém desta vez buscava mais. Talvez buscasse respostas, sem certeza do que procurava, porém era necessário aquietar o coração.
Pra Antonella a viagem rápido passou e em instantes estava aportando em Atenas. Já para Pietra os dias passavam mais pesados, Lola tomava todo seu tempo e com o título de meretriz a dança passou a ser quadjuvante em sua vida.
Querendo dispersar-se da França e da tal sedutora senhorita, Antonella não obtia sucesso, o coração já tinha sido tomado e pior, a memória da razão era a mesmo do coração, contudo eram inevitáveis os pensamentos nela. Tentando então fazer com que esta lhe desse um tempo de paz, pôs a se acomodar, seguindo tempo depois em busca de Viviane, uma linda grega, de cabelos ondulados e olhors verdes,amiga de tempos, uma das "meninas de Safo".
Nascida e criada em Lesbos, Viviane considerava-se filha de Safo, mesmo perante a sociedade, que não admitia tamanha falta de vergonha. Sem medo, não omitia tê-la como mestra e sua essencia não poderia jamais negar.
Antonella a conheceu na escola de literatura e arte, também conhecida como ALL( Academia de Letras de Lesbos). Tornaram grandes amigas e em um pertérito passado recebera um manuescrito dela, dizendo que na atualidade pousava-se em Atenas devido ao trabalho, e quando a francesinha, como de costume a chamava, por lá estivesse, fosse ao seu encontro e colocassem fim na saudade.
Continua...
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No mesmo momento Antonella embarcava para Grécia, passando dois dias em Atenas e logo após seguiria para a ilha de Lesbos.
Por vezes já estivera por lá, estou a fundo toda a vida e obra de Safo, de quem era fiél seguidora e aprendiz e por quem nutria enorme admiração, porém desta vez buscava mais. Talvez buscasse respostas, sem certeza do que procurava, porém era necessário aquietar o coração.
Pra Antonella a viagem rápido passou e em instantes estava aportando em Atenas. Já para Pietra os dias passavam mais pesados, Lola tomava todo seu tempo e com o título de meretriz a dança passou a ser quadjuvante em sua vida.
Querendo dispersar-se da França e da tal sedutora senhorita, Antonella não obtia sucesso, o coração já tinha sido tomado e pior, a memória da razão era a mesmo do coração, contudo eram inevitáveis os pensamentos nela. Tentando então fazer com que esta lhe desse um tempo de paz, pôs a se acomodar, seguindo tempo depois em busca de Viviane, uma linda grega, de cabelos ondulados e olhors verdes,amiga de tempos, uma das "meninas de Safo".
Nascida e criada em Lesbos, Viviane considerava-se filha de Safo, mesmo perante a sociedade, que não admitia tamanha falta de vergonha. Sem medo, não omitia tê-la como mestra e sua essencia não poderia jamais negar.
Antonella a conheceu na escola de literatura e arte, também conhecida como ALL( Academia de Letras de Lesbos). Tornaram grandes amigas e em um pertérito passado recebera um manuescrito dela, dizendo que na atualidade pousava-se em Atenas devido ao trabalho, e quando a francesinha, como de costume a chamava, por lá estivesse, fosse ao seu encontro e colocassem fim na saudade.
Continua...
Quente XI !
Continuando...
____________________
Volto a manuescrever, apenas desabafos presentes, preciso retirar do peito um tanto desse nó que me sufoca.
Há um mundo lá fora que não me permito perceber e desfrutar, desde que me peguei por Lola enfeitiçada, meu coração descobriu uma dor nova. Venho tentando me refazer, e em meus ouvidos já chegou o burburiu do fato de "Madimoissel Antonella" estar apagada perante a corte. Como a sociedade se preocupa demasiadamente com a vilha alehia.
Os dias passam sem um sentido valoroso a mim, fico a imaginar e imaginar, sofrer e sofrer. Porém, hoje, de um sábio se profanou que "de real valor é o amor, e que por este deve-se lutar", confesso ter me renovado as esperanças, afim de com calma buscar fazer o certo, ou o melhor aos meus necessitados caprichos.
Farei na proxima semana uma necessária viagem e ao vento entregarei meus sentimentos e toda a situação vivida, deixando o tempo me mostrar o que haverei de fazer e o que deve vigorar.
___________________________________
Moça que aos poucos ia se fazendo meretriz, sem que tivesse chance alguma, sentiu algo a rasgando por dentro, por seca est´q o grito de dor foi inevitável, assim como a lágrima que deixou escapar.
Ao vai e vem foi tentando relaxar, mas não conseguia fazer brotar atração alguma, nem mesmo acalmar a alma. Em meio a tudo, notou então o semblante do homem, como se estivesse indo aos céus. Percebendo o prezer maior chegar, com todo o talento lhe foi oferecido fingiu a plenitude das sensações parecendo satisfazer ainda mais o rude homem, que parecia degustar o mais saboroso prato, que depois de comido, deixa de lado, limpa-se e repousa a fadiga.
Em segundos pegou no sono, enquanto Lola encolheu-se de lado, ficou a olhar pela janela, sentiu a noite de primavera mais fria, e tudo nela parecia vazio, não sentia dor, não sentia nada, vazio era como tudo estava.
Sem mais tardar amanheceu, o homem desprovido de mínima delicadeza porém muito sorridente, olhou-a dizendo: _"Que noite!Tenha uma certeza, agora está pronta para qualquer serviço. Vou ganhar muito com você boneca. -apertou-lhe o rosto, sorriu, vestiu-se e saiu porta fora-.
Como quem toma o mais amargo wisk barato, foi como Lola tomou as palavras que acabara de ouvir, segurou para não derramar lágrimas, porém o ato que consumou, confirmou o que passaria a fazer a partir de tal dia, escolha própria, mesmo que necessitada, mas adulta era e sabia bem as consequências de seus atos.
Por mais um tempo ficou por ali, observando o local que passaria a frequentar mais vezes, juntou os pedaços de tudo que naquele quarto se desfez, antes de ir a casa, pegou o pagamento que passou a ser de maior quantia.
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Volto a manuescrever, apenas desabafos presentes, preciso retirar do peito um tanto desse nó que me sufoca.
Há um mundo lá fora que não me permito perceber e desfrutar, desde que me peguei por Lola enfeitiçada, meu coração descobriu uma dor nova. Venho tentando me refazer, e em meus ouvidos já chegou o burburiu do fato de "Madimoissel Antonella" estar apagada perante a corte. Como a sociedade se preocupa demasiadamente com a vilha alehia.
Os dias passam sem um sentido valoroso a mim, fico a imaginar e imaginar, sofrer e sofrer. Porém, hoje, de um sábio se profanou que "de real valor é o amor, e que por este deve-se lutar", confesso ter me renovado as esperanças, afim de com calma buscar fazer o certo, ou o melhor aos meus necessitados caprichos.
Farei na proxima semana uma necessária viagem e ao vento entregarei meus sentimentos e toda a situação vivida, deixando o tempo me mostrar o que haverei de fazer e o que deve vigorar.
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Moça que aos poucos ia se fazendo meretriz, sem que tivesse chance alguma, sentiu algo a rasgando por dentro, por seca est´q o grito de dor foi inevitável, assim como a lágrima que deixou escapar.
Ao vai e vem foi tentando relaxar, mas não conseguia fazer brotar atração alguma, nem mesmo acalmar a alma. Em meio a tudo, notou então o semblante do homem, como se estivesse indo aos céus. Percebendo o prezer maior chegar, com todo o talento lhe foi oferecido fingiu a plenitude das sensações parecendo satisfazer ainda mais o rude homem, que parecia degustar o mais saboroso prato, que depois de comido, deixa de lado, limpa-se e repousa a fadiga.
Em segundos pegou no sono, enquanto Lola encolheu-se de lado, ficou a olhar pela janela, sentiu a noite de primavera mais fria, e tudo nela parecia vazio, não sentia dor, não sentia nada, vazio era como tudo estava.
Sem mais tardar amanheceu, o homem desprovido de mínima delicadeza porém muito sorridente, olhou-a dizendo: _"Que noite!Tenha uma certeza, agora está pronta para qualquer serviço. Vou ganhar muito com você boneca. -apertou-lhe o rosto, sorriu, vestiu-se e saiu porta fora-.
Como quem toma o mais amargo wisk barato, foi como Lola tomou as palavras que acabara de ouvir, segurou para não derramar lágrimas, porém o ato que consumou, confirmou o que passaria a fazer a partir de tal dia, escolha própria, mesmo que necessitada, mas adulta era e sabia bem as consequências de seus atos.
Por mais um tempo ficou por ali, observando o local que passaria a frequentar mais vezes, juntou os pedaços de tudo que naquele quarto se desfez, antes de ir a casa, pegou o pagamento que passou a ser de maior quantia.
Quente X!
Continuando...
__________________________
Ao passar de cada posição solar e lunar, a vida de Pietra tornava-se cada vez mais pesada.
O Senhor Bran sabia da stuação de Lola, e nela muito era interessado, insistentemente vinha lhe fazendo porpostas indecentes e praticamente irrecusáveis. Por uma noite, Lola aceitou aos convites, quase obrigações, e por fim, deitou-se com ele.
Homem aparentemente elegante, mas levava os costumes europeu da época a risca: pouco banho, cabelo emprastado, unha quase passando os dedos. Se fazia respeitar, porém o ar cafajeste e o título de Dono do famoso Cabré Central às vezes faziam criar repulsa.
Lola deixou relevar os detalhes, pensou na dívida que a ele tinha de pagar e no que ainda poderia ganhar. Submeter-se a tal gesto poderia lhe ser uma grande avanço rumo a tão sonhada borboleta, a liberdade.
Após sua apresentação dirigiu-se ao quarto, o mesmo onde desfrutou da companhia de Antonella, que antes de mais nada, a respeitava como pessoa. Ao entrar as lembranças inevitáveis trouxeram-na para perto, então se perguntou pela tal senhorita que cumprira seu pedido e como alma sem corpo, desaparecera. Contudo, logo deixou as lembranças baterem asas, retirou as vestes, perfumou-se um tanto mais que o habitual e se deitou a espero do Senhor Bran.
Longo tempo depois, ele adentra o quarto, inebriando-o com charuto e álcool, como que em um mergulho, atirou-se por cima de Lola...Passou a lingua em sua boca e com voracidade, desfez das vestimentas e feito cão no cío a tomou por inteiro, sem pena, sem dó, a ele não interessava se a machucaria, apenas queria se satisfazer.
Tentou beijá-la, mas rapidamente esquivou-se fazendo com que o beijo fosse depositado na maçã do rosto. Chegando ao praser supremo,vestiu-se e logo após deixou o recinto. Lola passou a mão tentando limpar o local beijado, tentou fazer pouco caso do acontecido. Sentou-se de frente ao espelho avistando uma mulher que parecia ter acabado de conhecer, parecia estar emunda, mal conseguia olhar para sí própria. Na banheira então permaneceu por horas, até sentir-se um pouco mais limpa.
Quanto mais o tempo passava, mais se conformava da vinha que vinha levando. O ritual cotidiano que sempre antecediam seus espetáculos. Os dias assim foram se sucedendo.
Continua...
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Ao passar de cada posição solar e lunar, a vida de Pietra tornava-se cada vez mais pesada.
O Senhor Bran sabia da stuação de Lola, e nela muito era interessado, insistentemente vinha lhe fazendo porpostas indecentes e praticamente irrecusáveis. Por uma noite, Lola aceitou aos convites, quase obrigações, e por fim, deitou-se com ele.
Homem aparentemente elegante, mas levava os costumes europeu da época a risca: pouco banho, cabelo emprastado, unha quase passando os dedos. Se fazia respeitar, porém o ar cafajeste e o título de Dono do famoso Cabré Central às vezes faziam criar repulsa.
Lola deixou relevar os detalhes, pensou na dívida que a ele tinha de pagar e no que ainda poderia ganhar. Submeter-se a tal gesto poderia lhe ser uma grande avanço rumo a tão sonhada borboleta, a liberdade.
Após sua apresentação dirigiu-se ao quarto, o mesmo onde desfrutou da companhia de Antonella, que antes de mais nada, a respeitava como pessoa. Ao entrar as lembranças inevitáveis trouxeram-na para perto, então se perguntou pela tal senhorita que cumprira seu pedido e como alma sem corpo, desaparecera. Contudo, logo deixou as lembranças baterem asas, retirou as vestes, perfumou-se um tanto mais que o habitual e se deitou a espero do Senhor Bran.
Longo tempo depois, ele adentra o quarto, inebriando-o com charuto e álcool, como que em um mergulho, atirou-se por cima de Lola...Passou a lingua em sua boca e com voracidade, desfez das vestimentas e feito cão no cío a tomou por inteiro, sem pena, sem dó, a ele não interessava se a machucaria, apenas queria se satisfazer.
Tentou beijá-la, mas rapidamente esquivou-se fazendo com que o beijo fosse depositado na maçã do rosto. Chegando ao praser supremo,vestiu-se e logo após deixou o recinto. Lola passou a mão tentando limpar o local beijado, tentou fazer pouco caso do acontecido. Sentou-se de frente ao espelho avistando uma mulher que parecia ter acabado de conhecer, parecia estar emunda, mal conseguia olhar para sí própria. Na banheira então permaneceu por horas, até sentir-se um pouco mais limpa.
Quanto mais o tempo passava, mais se conformava da vinha que vinha levando. O ritual cotidiano que sempre antecediam seus espetáculos. Os dias assim foram se sucedendo.
Continua...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Se tudo pode acontecer...
Era um sábado à noite, sem muitas expectativas ou algo para fazer...
Olhei a noite lá fora, pela janela do apartamento, estava movimentado como todo sábado de uma cidade grande. Foi então, que veio-me uma vontade de sair sem rumo, ir a onde meus pés, coração e alma me levassem.
Tomei um banho, me arrumei sem muita demora, peguei as chaves do carro e parti,
fui de encontro ao que me estava reservado para aquela noite.
Cheguei a um bar qual frequentava a tempos, com algumas poucas amigas que diminuí o contato devido ao trabalho e a correria de hoje em dia. Sentei-me pedi um chopp... Ser sexy, provocante ou estar a "caça" não me era conveniente, queria me distrair, me divertir apenas. Logo o garçon o trouxe, dei um gole e, enquanto repousava o copo sobre a mesa... à vi.
Sentada sozinha, em uma mesa mais ao canto, afastada de todos, acendia um cigarro... Tinha um charme, algo diferente naquele gesto, no jeito daquela bela mulher. Sem titubear, estava completamente atraída...
Foi então que ouvi meu nome, me viro rapidamente numa surpresa:
_ Marcela! Quanto tempo! Saudades, o que faz por aqui?
_ Nina, Vivi! que bom revê-las!
...
Eram duas de minhas amigas. Fiquei tão feliz, fazia tempo que não nos falamos:
...
_ Sentem-se! Fiquem a vontade...
Vivi_ Como anda a vida, o que tem feito, e o trabalho, a vida amorosa?
começamos a conversar animadamente, nem vimos o tempo passar, a saudade era grande, mas não demorou muito e elas se despediram, iam para uma festa, qual me convidaram, mas recusei.
Despediram-se, assim que saíram, meus olhos rapidamente voltaram a fitar a mesa onda estava a bela mulher, mas se entristeceram, para azar meu, ela não estava mais lá.
Olhei por todo o local, buscando aquele jeito, aqueles olhos, mas não achei. Desanimada, pedi mais um chopp e fui em direção a mesa de sinuca, coloquei uma ficha, peguei um taco e me pus a jogar. Quando estava para encaçapar a bola preta, uma voz linda sussurra perto de mim:
_Será que a bela moça me ensina a jogar?! ...
Quando vejo, a dona de tão linda voz, era a mulher por quem enfeitiçada estava a momentos atrás...
completou:
_ assim, não precisa jogar sozinha, e jogando comigo ainda sai com um sorriso no rosto por ter ganho. Já que não sou boa nesse jogo.
Eu sem reação, com um sorriso aberto no rosto, só consigo pronunciar um : _ Claro, venha cá!
Ela se posicionou a minha frente, eu muito educada pedi licença e encaixei meu corpo por trás do dela. Senti que estremeceu somente com o leve roçar de pele, na hora, sorrimos.
Eu:_ Qual é mesmo o seu nome?
Ela:_ Elis, desculpe, nem mesmo me apresentei... E o seu?
Eu:_Ah, não precisa de desculpar. Me chamo Marcela, prazer!
Ela:_O prazer é meu...
Eu:_Então, Elis, é bem fácil jogar, você só precisar mirar e...
Expliquei como jogar, as manhas e bláblá do jogo, não tardou , ela já tinha pego o jeito, em momentos depois, já jogava sozinha, sem auxilio algum. Porém me pediu ajuda em uma jogada, quando envolvi meu corpo ao dela, pude sentir seu perfume:
_ Nossa que perfume gostoso...que aroma de flor!
Ela então, virou-se sutilmente, com um sorriso safado estampado no rosto, olhou firme em meus olhos, pude sentir aquele castanho claro invadir sem medo os meus negros, agora intensos... e disse:
_Não é mais gostoso, do que você! e deu uma leve piscada.
Eu já louca, de tantas provocações, indiretas super diretas, puxei-a pela cintura, trazendo para mais perto de mim, sem tirar os olhos dos dela, fui aproximando meu rosto, sem medo, sem pressa, beijei-a com calma, como se estivesse a beijar uma rosa, delicada.
Logo o beijo se intensificou, se tornando urgente, desejoso... Tudo em volta tornou-se pequeno, como se sumisse...Precisávamos buscar ar, separamos as bocas, mas continuamos com os corpos colados, cruzamos os olhares e sorrimos...
Eu:_ Acho que esse jogo terminou empatado..
Ela:_Sim, concordo, mas vamos sair daqui, já atraímos muitos olhares desgostosos...
Olhei em volto, algumas pessoas nos olhavam com reprovação.
Eu:_Haha, acho que sim, porém antes, só mais um beijo...
Nos beijamos e eu me sentia flutuar, demos as mãos, paguei a conta e saímos... Fomos em meu carro. Entramos, perguntei onde queria ir, ela respondeu dizendo que a qualquer lugar, só teríamos que estar juntas.
Seguimos então, para o meu apartamento. Carinhos, beijos, olhares, sorrisos e afagos foram trocados por todo o caminho até entramos em casa. Fechei a porta e enquanto a beijava fui levando Elis ao meu quarto...
Um voraz desejo nos consumia, as roupas voaram de nossos corpos. Ah, como era mágico ver Elis daquele jeito, emanando prazer e feminilidade, seu corpo perfeito, curvas cuidadosamente sinuosas e eu derrapando por elas...Seios, beijos, mordiscadas, leves lambidas... nuca, orelha...arrepios, gemidos fracos, fortes, intensos, contidos, lentos, prazerosos... mãos, língua, lugar quente, dedos, vai e vem, ritimo, corpos em movimento se encanixando, tornando-se um só, dança, rebolar, necta feminino, cheiro de flor, de mulher, mordidas nos lábios, desejo provocado...castigado... satisfeito, duplo prazer ...paraíso.
Puxei-a para mim, abracei Elis com força, mas acima de tudo com carinho, ternura. Nossos corpos ainda davam pequenos choques devido a energia que ainda corria por eles, sorrisos e sensação de plenitude. Ficamos nos olhando e fazendo leves carinhos, não precisou de palavras para descrever ou expressar algo, dormimos juntinhas, uma a outra.
No domingo acordei sem acreditar, mas ela era real, assim como a noite anterior. Real e linda, tanto Elis, como a noite que tivemos. Levantei e fui prepara um café da manhã : frutas, pães, sucos, manteiga, geléia, torradas, café... como não sabia do que gostava de comer ao amanhecer(ainda), coloquei de tudo um pouco, peguei uma gerbera rosa do vaso da sala, e coloquei em um copo. Levei a bandeja para o quarto, pus na cama. Acordei Elis com beijos e carinhos por toda as costas, recebi um lindo sorriso de bom dia.
Passamos a manhã na cama, até decidirmos por um banho, juntas ... água, tocando, pele, desejo, sexo...ou...amor...
FIM
Um post rápido...só para atualizar
Olhei a noite lá fora, pela janela do apartamento, estava movimentado como todo sábado de uma cidade grande. Foi então, que veio-me uma vontade de sair sem rumo, ir a onde meus pés, coração e alma me levassem.
Tomei um banho, me arrumei sem muita demora, peguei as chaves do carro e parti,
fui de encontro ao que me estava reservado para aquela noite.
Cheguei a um bar qual frequentava a tempos, com algumas poucas amigas que diminuí o contato devido ao trabalho e a correria de hoje em dia. Sentei-me pedi um chopp... Ser sexy, provocante ou estar a "caça" não me era conveniente, queria me distrair, me divertir apenas. Logo o garçon o trouxe, dei um gole e, enquanto repousava o copo sobre a mesa... à vi.
Sentada sozinha, em uma mesa mais ao canto, afastada de todos, acendia um cigarro... Tinha um charme, algo diferente naquele gesto, no jeito daquela bela mulher. Sem titubear, estava completamente atraída...
Foi então que ouvi meu nome, me viro rapidamente numa surpresa:
_ Marcela! Quanto tempo! Saudades, o que faz por aqui?
_ Nina, Vivi! que bom revê-las!
...
Eram duas de minhas amigas. Fiquei tão feliz, fazia tempo que não nos falamos:
...
_ Sentem-se! Fiquem a vontade...
Vivi_ Como anda a vida, o que tem feito, e o trabalho, a vida amorosa?
começamos a conversar animadamente, nem vimos o tempo passar, a saudade era grande, mas não demorou muito e elas se despediram, iam para uma festa, qual me convidaram, mas recusei.
Despediram-se, assim que saíram, meus olhos rapidamente voltaram a fitar a mesa onda estava a bela mulher, mas se entristeceram, para azar meu, ela não estava mais lá.
Olhei por todo o local, buscando aquele jeito, aqueles olhos, mas não achei. Desanimada, pedi mais um chopp e fui em direção a mesa de sinuca, coloquei uma ficha, peguei um taco e me pus a jogar. Quando estava para encaçapar a bola preta, uma voz linda sussurra perto de mim:
_Será que a bela moça me ensina a jogar?! ...
Quando vejo, a dona de tão linda voz, era a mulher por quem enfeitiçada estava a momentos atrás...
completou:
_ assim, não precisa jogar sozinha, e jogando comigo ainda sai com um sorriso no rosto por ter ganho. Já que não sou boa nesse jogo.
Eu sem reação, com um sorriso aberto no rosto, só consigo pronunciar um : _ Claro, venha cá!
Ela se posicionou a minha frente, eu muito educada pedi licença e encaixei meu corpo por trás do dela. Senti que estremeceu somente com o leve roçar de pele, na hora, sorrimos.
Eu:_ Qual é mesmo o seu nome?
Ela:_ Elis, desculpe, nem mesmo me apresentei... E o seu?
Eu:_Ah, não precisa de desculpar. Me chamo Marcela, prazer!
Ela:_O prazer é meu...
Eu:_Então, Elis, é bem fácil jogar, você só precisar mirar e...
Expliquei como jogar, as manhas e bláblá do jogo, não tardou , ela já tinha pego o jeito, em momentos depois, já jogava sozinha, sem auxilio algum. Porém me pediu ajuda em uma jogada, quando envolvi meu corpo ao dela, pude sentir seu perfume:
_ Nossa que perfume gostoso...que aroma de flor!
Ela então, virou-se sutilmente, com um sorriso safado estampado no rosto, olhou firme em meus olhos, pude sentir aquele castanho claro invadir sem medo os meus negros, agora intensos... e disse:
_Não é mais gostoso, do que você! e deu uma leve piscada.
Eu já louca, de tantas provocações, indiretas super diretas, puxei-a pela cintura, trazendo para mais perto de mim, sem tirar os olhos dos dela, fui aproximando meu rosto, sem medo, sem pressa, beijei-a com calma, como se estivesse a beijar uma rosa, delicada.
Logo o beijo se intensificou, se tornando urgente, desejoso... Tudo em volta tornou-se pequeno, como se sumisse...Precisávamos buscar ar, separamos as bocas, mas continuamos com os corpos colados, cruzamos os olhares e sorrimos...
Eu:_ Acho que esse jogo terminou empatado..
Ela:_Sim, concordo, mas vamos sair daqui, já atraímos muitos olhares desgostosos...
Olhei em volto, algumas pessoas nos olhavam com reprovação.
Eu:_Haha, acho que sim, porém antes, só mais um beijo...
Nos beijamos e eu me sentia flutuar, demos as mãos, paguei a conta e saímos... Fomos em meu carro. Entramos, perguntei onde queria ir, ela respondeu dizendo que a qualquer lugar, só teríamos que estar juntas.
Seguimos então, para o meu apartamento. Carinhos, beijos, olhares, sorrisos e afagos foram trocados por todo o caminho até entramos em casa. Fechei a porta e enquanto a beijava fui levando Elis ao meu quarto...
Um voraz desejo nos consumia, as roupas voaram de nossos corpos. Ah, como era mágico ver Elis daquele jeito, emanando prazer e feminilidade, seu corpo perfeito, curvas cuidadosamente sinuosas e eu derrapando por elas...Seios, beijos, mordiscadas, leves lambidas... nuca, orelha...arrepios, gemidos fracos, fortes, intensos, contidos, lentos, prazerosos... mãos, língua, lugar quente, dedos, vai e vem, ritimo, corpos em movimento se encanixando, tornando-se um só, dança, rebolar, necta feminino, cheiro de flor, de mulher, mordidas nos lábios, desejo provocado...castigado... satisfeito, duplo prazer ...paraíso.
Puxei-a para mim, abracei Elis com força, mas acima de tudo com carinho, ternura. Nossos corpos ainda davam pequenos choques devido a energia que ainda corria por eles, sorrisos e sensação de plenitude. Ficamos nos olhando e fazendo leves carinhos, não precisou de palavras para descrever ou expressar algo, dormimos juntinhas, uma a outra.
No domingo acordei sem acreditar, mas ela era real, assim como a noite anterior. Real e linda, tanto Elis, como a noite que tivemos. Levantei e fui prepara um café da manhã : frutas, pães, sucos, manteiga, geléia, torradas, café... como não sabia do que gostava de comer ao amanhecer(ainda), coloquei de tudo um pouco, peguei uma gerbera rosa do vaso da sala, e coloquei em um copo. Levei a bandeja para o quarto, pus na cama. Acordei Elis com beijos e carinhos por toda as costas, recebi um lindo sorriso de bom dia.
Passamos a manhã na cama, até decidirmos por um banho, juntas ... água, tocando, pele, desejo, sexo...ou...amor...
FIM
Um post rápido...só para atualizar
sábado, 24 de julho de 2010
Quente IX!
Continuando...
...Pietra, com algo diferente existente em seu interior, passa o dia a ajeitar o pequeno cômodo onde repousava em uma pensão que vivia desde que saiu de casa, em busca da sonhada liberdade. Como bosboleta que queria ser, olhou-se no espelho e viu que ainda era uma mera lagarta, longe do casulo mas futuramente se tornaria uma belíssima boborleta.
Ao passar de horas o desanimo foi de encontro a ela, afinal o ofício estava a chamar. Dançar era um sonho desde pequena, mas como exercia essa dança era um tanto ácido. Mas precisava, necessário a sua sobrevivência era, ao terminar as tarefas que conflitavam com os pensamentos, tomou um choche e dirigiu-se ao trabalho.
Durante o caminho, foi se distraindo com a paisagem parisiense, como tal cidade erea de tão grandioso encantamento. Ao voar nos pensamentos e paisagens, posou a mãe na janela: luva rendada a segurar um leque, que revelava uma mulher não tão pura.
Não notou que por um certo momentos olhos tristonhos sorriram ao observar a carruagem passar...Estava pela janela a olhar quando tal cena captou, pode logo reconhecer aquela bela mão, e o jeito distraido de segurar o leque, seu coração a galopar se pôs, a vontade de sair em disparada e parar o movél que pela sua rua trafegava a levar seu amor.
Nesse mesmo compasso de horário, Pietra se indagava se a madmoseille estaria na porta a lhe esperar, ou de rapaz vestido a entrar no recinto e assistí-la dançar... Fez que não com a cabeça e abanou o leque, pareceu querer também abanar suas idéias.
Ficar a ver o coche ir até sumir de sua visão, sem o âmpeto de sempre, ainda reencostada a janela deixou escapar uma lágrima, fechou o hoob e dirigiu-se ao banho, por tempo sem dono ficou de molho na banheira, como se tentasse retirar algo de sí.
Quando chegou ao cabaré notou que não se fazia presença de tais olhos, aliviou-se por fração temporária mas mesmo tentando negar sentiu algo além que não sabia explicar. Bem, aqueles sutis olhos por lá mirá-la não foram, porém outros olhos... De volúpia intensidade sim:
_Como se faz, huuum...Espetacularmente ser que me inspira luxúria.
_O que quer aqui? Já não basta tudo o que me fez passar, ainda tens que me atormentar?!
_Nossa não precisa me tratar assim, minha boneca...Seber que quero somente o que tens de melhor, Lola - pôs seus cabelos para o lado, lhe lambusando a nuca, causando uma repulsa na moça-.
Como quem encosta em bule fervente, Lola esquivou-se de tal homem, afastando e ficando fronte ele.
_Bem, vou tentar não compreender o que o senhor insinuou.
_Ah, pett sei bem que me entendestes, assim como saber que tens uma dívida para comigo e vais pagar por bem ou mal. E tenho dito!
Foi em sua direção como quem roubar-lhe um beijo ia, mas astuta virou o rosto fazndo com que o beijo fosse depositado na maçã do rosto. Logo ap[ps deixou o recinto, Lola limpou o local beijado e fez de pouco caso, sentou-se de fronte ao espelho e começou o ritual cotidiano que antecedia seus espetáculos.
E assim para Lola os dias foram se sucedendo.
_______________________________________________________
Há um mundo lá fora que não me permito perceber e desfrutar, desde que me peguei por Lola enfeitiçada, meu coração descobriu uma dor nova. Venho tentando me refazer e em meus ouvidos já chegou o burbirio da Madimoissel Antonella andar apagada perante a corte.
Os dias passam sem um sentido valoroso a mim, fico a imaginar e imaginar, sofrer e sofrer. Porém hoje de um sábio profanou que de fato valor é o amor, e que por este deve-se lutar, confesso ter renovado as esperanças porém com calma buscarei fazer o certo.
Farei na próxima semana uma necessária viagem e ao vento entregar meus sentimentos e toda esta situação, deicando o tempo me mostrar o que haverei de fazer e o que deverar ser.
...Pietra, com algo diferente existente em seu interior, passa o dia a ajeitar o pequeno cômodo onde repousava em uma pensão que vivia desde que saiu de casa, em busca da sonhada liberdade. Como bosboleta que queria ser, olhou-se no espelho e viu que ainda era uma mera lagarta, longe do casulo mas futuramente se tornaria uma belíssima boborleta.
Ao passar de horas o desanimo foi de encontro a ela, afinal o ofício estava a chamar. Dançar era um sonho desde pequena, mas como exercia essa dança era um tanto ácido. Mas precisava, necessário a sua sobrevivência era, ao terminar as tarefas que conflitavam com os pensamentos, tomou um choche e dirigiu-se ao trabalho.
Durante o caminho, foi se distraindo com a paisagem parisiense, como tal cidade erea de tão grandioso encantamento. Ao voar nos pensamentos e paisagens, posou a mãe na janela: luva rendada a segurar um leque, que revelava uma mulher não tão pura.
Não notou que por um certo momentos olhos tristonhos sorriram ao observar a carruagem passar...Estava pela janela a olhar quando tal cena captou, pode logo reconhecer aquela bela mão, e o jeito distraido de segurar o leque, seu coração a galopar se pôs, a vontade de sair em disparada e parar o movél que pela sua rua trafegava a levar seu amor.
Nesse mesmo compasso de horário, Pietra se indagava se a madmoseille estaria na porta a lhe esperar, ou de rapaz vestido a entrar no recinto e assistí-la dançar... Fez que não com a cabeça e abanou o leque, pareceu querer também abanar suas idéias.
Ficar a ver o coche ir até sumir de sua visão, sem o âmpeto de sempre, ainda reencostada a janela deixou escapar uma lágrima, fechou o hoob e dirigiu-se ao banho, por tempo sem dono ficou de molho na banheira, como se tentasse retirar algo de sí.
Quando chegou ao cabaré notou que não se fazia presença de tais olhos, aliviou-se por fração temporária mas mesmo tentando negar sentiu algo além que não sabia explicar. Bem, aqueles sutis olhos por lá mirá-la não foram, porém outros olhos... De volúpia intensidade sim:
_Como se faz, huuum...Espetacularmente ser que me inspira luxúria.
_O que quer aqui? Já não basta tudo o que me fez passar, ainda tens que me atormentar?!
_Nossa não precisa me tratar assim, minha boneca...Seber que quero somente o que tens de melhor, Lola - pôs seus cabelos para o lado, lhe lambusando a nuca, causando uma repulsa na moça-.
Como quem encosta em bule fervente, Lola esquivou-se de tal homem, afastando e ficando fronte ele.
_Bem, vou tentar não compreender o que o senhor insinuou.
_Ah, pett sei bem que me entendestes, assim como saber que tens uma dívida para comigo e vais pagar por bem ou mal. E tenho dito!
Foi em sua direção como quem roubar-lhe um beijo ia, mas astuta virou o rosto fazndo com que o beijo fosse depositado na maçã do rosto. Logo ap[ps deixou o recinto, Lola limpou o local beijado e fez de pouco caso, sentou-se de fronte ao espelho e começou o ritual cotidiano que antecedia seus espetáculos.
E assim para Lola os dias foram se sucedendo.
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Há um mundo lá fora que não me permito perceber e desfrutar, desde que me peguei por Lola enfeitiçada, meu coração descobriu uma dor nova. Venho tentando me refazer e em meus ouvidos já chegou o burbirio da Madimoissel Antonella andar apagada perante a corte.
Os dias passam sem um sentido valoroso a mim, fico a imaginar e imaginar, sofrer e sofrer. Porém hoje de um sábio profanou que de fato valor é o amor, e que por este deve-se lutar, confesso ter renovado as esperanças porém com calma buscarei fazer o certo.
Farei na próxima semana uma necessária viagem e ao vento entregar meus sentimentos e toda esta situação, deicando o tempo me mostrar o que haverei de fazer e o que deverar ser.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
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