Não se pode confundir questões jurídicas com questões de caráter moral ou religioso porque Brasil é um País laico.” (Min Celso de Mello)
Enfim, isso sempre muito me indignou, tanto que certa vez escervi:
''...Eu sei, fomos criados em uma base religiosa, predominantemente católica ou protestante, mas às vezes é necessário que o Estado esqueça isso e haja como deve agir, e fazer seu papel de integrar todos em seu meio. Afinal somos livres e temos direitos...Todo fato ligado a esse assunto gera polêmica, como na eleição para presidente, qual o fato da aprovação do casamento gay tornou-se motivos de acusações, falatórios...Até mesmo o legado Papal veio a dar sua opinião perante essa repercução. Não estou aquí para defender nenhum candidato, ou dizer que apoiei Fulano ou Ciclano, não mesmo. Mas o fato é que o Estado é Laico, ou não? Ao menos eu pensava que era, e sendo ele Laico podia sim tomar decisões sem a participação da igreja, ou qualquer influência religiosa. Afinal seria concedida a aprovação da UNIÃO CIVIL GAY .''
Sinto termos dado um primeiro passo maior, o STJ enfim aprovou algo realmente de fato ao nosso favor, agora é esperar que isso realmente aconteça...e que consigamos dar outros passos, maiores ainda. É necessário, é preciso, é um direito!
Quem está de fora pode pensar que é bobagem, ou não é nada demais. Porém para quem está dentro da situação, lutando por direitos sabe o quão essa aprovação foi importante.
O STJ reconheceu com unanimidade a união homoafetiva como entidade familiar!!!
Em defesa dos Direitos Homoafetivos a pioneira no judiciário brasileiro Dra. Maria Berenice Dias, disse: “É a decisão mais sensível, mais corajosa e mais bonita que já vi. Torna inquestionável que a justiça não se curva e nem tem medo.”
“Esta decisão rompe paradigmas históricos e culturais e significa um passo significativo contra a discriminação.” (Min Celso de Mello)
Só com muita felicidade.
Enfim, agradeço ao STJ
sem mais palavras
Maiores informações:
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/veja+os+direitos+que+os+homossexuais+ganham+com+a+decisao+do+stf/n1300153607263.html
http://oglobo.globo.com/pais/info/uniao-homoafetiva/default.asp
quinta-feira, 5 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
#EUSOUGAY
Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela:#EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só 
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Ser ou não ser, como fazer?
Chega uma hora em que é praticamente inevitável, não se pode mais negar, ou esconder.
Um dilema ferrenho na vida de quem começa a ter um dúvida: ''Sou ou não homossexual, ou bissexual?''
Começa então um embate dentro da mente, porém é preciso uma maneria de tirar essa dúvida, precisa-se viver bem consigo e com o mundo.
São ''n'' perguntas a se fazer e as respostas parecem nunca chegar.
Pois bem, nada na vida é fácil e tudo tem sua etapa, seu momento. Bem, quando você já tem a certeza de que é ao menos bi, tudo fica mais facilitado ainda mais quando VOCÊ SE ACEITA, o próximo passo é encontrar alguém, ou se apaixonar ou apenas sair à noite pra balada e aproveitar, rs.
Se você for mulher, lembre-se: Nesse ''relacionamento'' não há (necessariamente) um homenzinho, você quer, você corre atrás. Tudo bem, até pode esperar que a pessoa venha até você, mas esperar muitas vezes só faz cansar. Tentar descobrir se a garota que você gosta compartilha dos mesmos gostos ''sexuais'' que você é um ótimo promeiro passo, caso não, tente saber se ela é desprovida de preconceito.
O fato de você ser bi não quer dizer que você é metade homem, não mesmo, você é apenas uma mulher que gosta de mulher...Do jeito, das manías, das curvas, do toque, da delicadeza, da macío da pele, lábios, da intensidade, das complicações também.
Amar uma mulher vai muito além do que qualquer compreensão, não há nenhum manual que ensine.
Somar valores, sentimentos e vontades...
Mulher é um bicho encantador, mas também é bicho ruim...rs (com todo respeito)
Tem que saber lidar com aquela mulher sempre, e nunca...Eu falei NUNCA tente ser ou agir como um homem, mulher que gosta de mulheres quer OUTRA mulher. Independente da forma qual ela se vista, ande, fale, ou tenha manías, se sua aparência é feminina ou não...
Ser você mesma é sempre muito importante, nos encantamos por simplicidade, por detalhes, por pequenos jestos que dizem tudo, lembranças mínimas, dar liberdade sem perder o espaço que tem em nossa vida.
Precisa tirar a dúvida do peito? Tire-a, arranque-a fora... Como? Experimentando! Com quem?
Ai, minha amiga, é somente você que pode decidir.
Jamais se esqueça: você também é mulher, o que te agrada pode muito bem vir a agradar a outra!
Não tema, na hora, saberá exatamente o que fazer.
ESSE É SÓ MAIS UM PROCESSO!
Um dilema ferrenho na vida de quem começa a ter um dúvida: ''Sou ou não homossexual, ou bissexual?''
Começa então um embate dentro da mente, porém é preciso uma maneria de tirar essa dúvida, precisa-se viver bem consigo e com o mundo.
"Como faço para descobrir que sou? Será que devo ficar com alguém? Mas com quem eu fico? Com a primeira que me der mole? Mas e se eu não gostar? E se eu for rejeitada(o)? "
São ''n'' perguntas a se fazer e as respostas parecem nunca chegar.
Pois bem, nada na vida é fácil e tudo tem sua etapa, seu momento. Bem, quando você já tem a certeza de que é ao menos bi, tudo fica mais facilitado ainda mais quando VOCÊ SE ACEITA, o próximo passo é encontrar alguém, ou se apaixonar ou apenas sair à noite pra balada e aproveitar, rs.
Mas quando isso não ocorre devemos ir mais devagar, se a curiosidade é grande e encômoda é precisso tirá-la à limpo, o.k. , mas como? É preciso se encher de confiança. Confiar em você é o primeiro passo.
Se você for mulher, lembre-se: Nesse ''relacionamento'' não há (necessariamente) um homenzinho, você quer, você corre atrás. Tudo bem, até pode esperar que a pessoa venha até você, mas esperar muitas vezes só faz cansar. Tentar descobrir se a garota que você gosta compartilha dos mesmos gostos ''sexuais'' que você é um ótimo promeiro passo, caso não, tente saber se ela é desprovida de preconceito.
Caso você ache que ela é a pessoa ideal e é com ela que você quer ter sua primeira experiência lés, tente, não tenha medo de tentar. Se ela der condições, mostrar que pode ser, arrisque.
Porém se ela for sua amiga, é então necessário que você analise a situação e veja o que é melhor: o conforto da amiza ou a tentativa de ter algo além disso.
O fato de você ser bi não quer dizer que você é metade homem, não mesmo, você é apenas uma mulher que gosta de mulher...Do jeito, das manías, das curvas, do toque, da delicadeza, da macío da pele, lábios, da intensidade, das complicações também.
Amar uma mulher vai muito além do que qualquer compreensão, não há nenhum manual que ensine.
Se essa dúvida te assombra, a única coisa que posso dizer é: Tirea de você!
Agora, como você vai fazer isso é algo que VOCÊ, somente VOCÊ poderá decidir.
Somar valores, sentimentos e vontades...
Mulher é um bicho encantador, mas também é bicho ruim...rs (com todo respeito)
Tem que saber lidar com aquela mulher sempre, e nunca...Eu falei NUNCA tente ser ou agir como um homem, mulher que gosta de mulheres quer OUTRA mulher. Independente da forma qual ela se vista, ande, fale, ou tenha manías, se sua aparência é feminina ou não...
Ser você mesma é sempre muito importante, nos encantamos por simplicidade, por detalhes, por pequenos jestos que dizem tudo, lembranças mínimas, dar liberdade sem perder o espaço que tem em nossa vida.
Precisa tirar a dúvida do peito? Tire-a, arranque-a fora... Como? Experimentando! Com quem?
Ai, minha amiga, é somente você que pode decidir.
Jamais se esqueça: você também é mulher, o que te agrada pode muito bem vir a agradar a outra!
Não tema, na hora, saberá exatamente o que fazer.
ESSE É SÓ MAIS UM PROCESSO!
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Quem ouvir?
É tão fácil falar : NÃO VOU ME APAIXONAR.
Já a pratica de ''não se apaixonar'' não é aplicada tanto quanto a teoria, mais incrível ainda é a facilidade que o coração humano tem em gostar de (aparentemente) não deve.
Então, talvez me pergunte: QUANDO DEVO SEGUIR MEU CORAÇÃO?
Eu deveria responder : TODAS! Sempre em que ele der a opinião deve segui-lo. Contudo estaria eu me precipitando ao dar tal conselho, às vezes é preciso ouvir a razão, e dar de fato a ela, a chance de agir como deve agir.
Ficar nesse embate parece loucura, viver assim não dá, mas é assim que vivemos constantemente, entre emoção e sensatez...E quem disse que o coração não é sensato?
_Muitas vezes ele realmente não é, coração é impulsivo, ansioso, angustiado, necessitado é extremamente exagerado.
Tanto que, quando passamos a olhar com olhos melhores ainda, amigas(os) que olhavamos com bons olhos, quando para você a amizade ficou colorida, mas para a outra parte, é somente amizade.
Será que vale apena acabar com esta em nome de um sentimento que, ainda talvez nem tenha se formado ao certo, pode ser um encantamento a mais.
Eu, Lilo, já desisti de um possível relacionamento...
Se me arrependo? NEM UM POUCO, continuamos a amizade que eu prezo acima de qualquer coisa, encontrei alguém muito especial com quem pude dividir muito além de segredos e momentos. Vivemos nossas vidas muito bem.
A que devo isso? A minha razão...Parar para pensar, analisar toda a situação, colocar na balança, medir e ver qual tem um peso maior.
SEGUIR O CORAÇÃO É ÓTIMO, MAS NÃO MENOS PERIGOSO!
É preciso ter certeza do que ser para tentar algo mais além... Lembre-se que você pode ferir a outra pessoa tanto quanto você se auto ferirá. Cautela é ótimo ser usada... Muitas vezes é bom ter esse embate entre coração e razão, deixar que eles conversem, duelem, debatam, discutam, pois no final irá ganhar aquele que merece, o que deveria ganhar de fato.
A razão quando fala mais alto, ela fala de verdade, não quer saber de escutar mais ninguém, é orgulhosa e sua palavra é a que conta, decidida e soberana.
O coração, mais mansinho quer tudo do seu jeitinho acha tudo muito bom, tudo muito bem, está sempre no: ''será que isso, ou é aquilo outro?''. Ok, admito que quando decidido vai fundo no que quer, mas é um PROCESSO demorado, ele só se decide se for verdadeiro
ARRISCAR!
Essa é a palavra chave, será que se deve arriscar?
É bom lembrar que toda ação tem uma reação, quem sabe arriscando aos poucos, jogando verde, ai, se a fruta começar a mudar de cor, arrisque e colha maduro. Se assim não for, deixa estar que o que for para ser vigora.
O amor não tem peso nem medida, então, se conseguir colocar na balança toda essa situação, me desculpe, mas não está apaixonada, é apenas um belo encantamento...
Então, ao final de tudo lido, você me diz? Mas que controvérsias aqui!
Eu hei de responder: Me desculpem, mas falei de razão X coração...São diferentemente parecidos, mas não iguais, não há como não cair nessa contradição.
A única coisa que posso dizer é: TENTE!
Tente não sofrer por antecipação, tente não magoar-se, tente não acabar com a amizade, tente não se apaixonar, contudo, se não tiver jeito, tente...Tente errar, tente ir além, tente chorar, sorrir, sofrer... Mas antes de tudo olhe para dentro de si e veja se está dispostas a todas essas circunstâncias, o que quer enfrentar e o que pode enfrentar, se não estiver, trate uma luta contra si mesma e vá em frente.
Só não se pode ter medo viver.
Já a pratica de ''não se apaixonar'' não é aplicada tanto quanto a teoria, mais incrível ainda é a facilidade que o coração humano tem em gostar de (aparentemente) não deve.
Então, talvez me pergunte: QUANDO DEVO SEGUIR MEU CORAÇÃO?
Eu deveria responder : TODAS! Sempre em que ele der a opinião deve segui-lo. Contudo estaria eu me precipitando ao dar tal conselho, às vezes é preciso ouvir a razão, e dar de fato a ela, a chance de agir como deve agir.
Ficar nesse embate parece loucura, viver assim não dá, mas é assim que vivemos constantemente, entre emoção e sensatez...E quem disse que o coração não é sensato?
_Muitas vezes ele realmente não é, coração é impulsivo, ansioso, angustiado, necessitado é extremamente exagerado.
Tanto que, quando passamos a olhar com olhos melhores ainda, amigas(os) que olhavamos com bons olhos, quando para você a amizade ficou colorida, mas para a outra parte, é somente amizade.
Será que vale apena acabar com esta em nome de um sentimento que, ainda talvez nem tenha se formado ao certo, pode ser um encantamento a mais.
Eu, Lilo, já desisti de um possível relacionamento...
Se me arrependo? NEM UM POUCO, continuamos a amizade que eu prezo acima de qualquer coisa, encontrei alguém muito especial com quem pude dividir muito além de segredos e momentos. Vivemos nossas vidas muito bem.
A que devo isso? A minha razão...Parar para pensar, analisar toda a situação, colocar na balança, medir e ver qual tem um peso maior.
SEGUIR O CORAÇÃO É ÓTIMO, MAS NÃO MENOS PERIGOSO!
É preciso ter certeza do que ser para tentar algo mais além... Lembre-se que você pode ferir a outra pessoa tanto quanto você se auto ferirá. Cautela é ótimo ser usada... Muitas vezes é bom ter esse embate entre coração e razão, deixar que eles conversem, duelem, debatam, discutam, pois no final irá ganhar aquele que merece, o que deveria ganhar de fato.
A razão quando fala mais alto, ela fala de verdade, não quer saber de escutar mais ninguém, é orgulhosa e sua palavra é a que conta, decidida e soberana.
O coração, mais mansinho quer tudo do seu jeitinho acha tudo muito bom, tudo muito bem, está sempre no: ''será que isso, ou é aquilo outro?''. Ok, admito que quando decidido vai fundo no que quer, mas é um PROCESSO demorado, ele só se decide se for verdadeiro
ARRISCAR!
Essa é a palavra chave, será que se deve arriscar?
É bom lembrar que toda ação tem uma reação, quem sabe arriscando aos poucos, jogando verde, ai, se a fruta começar a mudar de cor, arrisque e colha maduro. Se assim não for, deixa estar que o que for para ser vigora.
O amor não tem peso nem medida, então, se conseguir colocar na balança toda essa situação, me desculpe, mas não está apaixonada, é apenas um belo encantamento...
Então, ao final de tudo lido, você me diz? Mas que controvérsias aqui!
Eu hei de responder: Me desculpem, mas falei de razão X coração...São diferentemente parecidos, mas não iguais, não há como não cair nessa contradição.
A única coisa que posso dizer é: TENTE!
Tente não sofrer por antecipação, tente não magoar-se, tente não acabar com a amizade, tente não se apaixonar, contudo, se não tiver jeito, tente...Tente errar, tente ir além, tente chorar, sorrir, sofrer... Mas antes de tudo olhe para dentro de si e veja se está dispostas a todas essas circunstâncias, o que quer enfrentar e o que pode enfrentar, se não estiver, trate uma luta contra si mesma e vá em frente.
Só não se pode ter medo viver.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Caixinha de música! cap II
Minha bonequinha, a bailarina tinha saído da caixinha de música, tomado vida.
Envergonhada abriu um tímido, porém lindo sorriso. A professora foi em sua direção e a trouxe para o meio da sala:
_Pessoal, essa é Isabela, ela acabou de mudar-se para cá.
Eu sem perceber tinha um gigantesco sorriso estampado no rosto, mas de pronto sumiu ao ouvir : _ Thamara!Thamara! Acorde menina!
_Sim, desculpe, Rose! Destraí-me.
_Tudo em, eu estava perguntando se poderia ajudar Isabela a se inturmar e a nos acompanhar!?
Sem nem pestanejar respondi:Claro, será um gosto.
Ela sorriu e veio até mim, nós apresentamos intimamente'' e ela começou a se alongar. Não era muito de papo, foi a aula mais longa que tive, ou ao menos parecia, porém ao mesmo tempo foi a aula mais curta de todos os anos que fiz ballet. O motivo dde tamanha contradição? Nem eu mesma sei, só sei que me sentia assim, como se o tempo não passasse mas ao mesmo tempo corresse. Vá entender.
Isabela era uma verdadeira pluma, leve, parecia ser conteúdo da músca, parte do vento, encantadora.

Ao termino da aula ela me agradeceu por tudo...
_Não por isso! Ah, você está morando em que lugar? Se quiser companhia ou guia para conhecer a cidade estou a disposição.
_obrigada, moro a poucas quadras daqui, na direção sul do parque central, e você?
_Também,podemos ir juntas pelo caminho, que acha?
_Bom, será muito bom. Me sinto deslocada aqui, dá um certo medo.
_Não precisa ter medo... - rimos- Vamos?
Ent/ao saímos da academia, chegando a rua fomos caminhando olhando as vitrinis, pouco falávamos, até que paramos de fronte a uma qual fez descobrimos um gosto em comum. Um vestido lindo, que nos encantou rapidamente:
_Que lindooo! - Falamos como se sincrinizadas, caímos na gargalhada.
_Nossa, quando sincronização, não, Isabela?!
_E não é?! Pelo que parece temos um gosto semelhante.
_É...vai ver temos mais coisas em mumim...
_Quem sabe? Acho que seremos boas amigas!
_Mais um pensamento em comum - rimos novamente.
Continuamos a caminhada, falamos da cidade, do bairro, das meinas do ballet, nada demais. Descobri que ela morava no prédio vizinho ao meu, bem de frente.
Nos despedimos e fomos cada um para seu canto. Cheguei indo direto ao meus quarto, um tanto estasiada pelo ocorrido, abri de imadiato minha caixinha... A bonequinha ainda estava alí dentro, mas era como se eu tivesse passado as últimas horas com ela, porém com vida.
Fico alí, olhando por um bom tempo a caixinha até que minha mãe :
_ Filhaaa, venha jantar!
_Já vou mãe, mas antes vou tomar um banho!
_Mas ainda não foi menina, então vá logo e não demore!
Fui tomar banho e não me demorei, pois já estava atrasada para o jantar mesmo. Meu pai sempre gostou que as refeições fossem feitas a mesa, e todos juntos, de preferência.
Sentei-me à mesa, como sempre típicas perguntas de final de dia: ''Como foi na escola?''
''e no ballet?'' " e as novidades?", blábláblá. Respondi a todas, confesso que ainda estava com a cabeça nas nuvens, o que foi notado pela família, mas pouco se falou sobre tal coisa. Levantei com a desculpa de estudar e voltei ao meu quarto, me joguei na cama... E a Isabela não saia de minha mente.
Fui até a janela e fiquei olhando o céu, que desce todas as noites...São tantas janelas acesas fazendo parecer que as estrelas desceram todas, umas passam a noite inteira com a luz de seu interior ligada, mas uma em especial me chamou atenção. Fazeia tempo que não a via acesa, observei atentamente tentando visualizar seeu interior, mas era coberta por uma cortina, fiquei olhando até que a luz se apagou, voltei a cama e acabei por adormecer.
Dia seguinte, fui à escola, acordei um tanto cansada, meio sonolenta...Entrado na sala me deparo com um rosto conhecido recentemente, a delicada bonequinha, sentada no canto, encostada na parede...Sorriu ao me ver e eu, sem notar já estava sorrindo.
Fui andando em sua direção, parei de frente a ela, quando disse:
_Bom dia, isabela, posso me sentar aquí?(apontando para a cadeira ao lado)
_Sim, claro! Que bom que estudamos juntas!
_É, foi uma bela surpresa! Então, já conheceu todo o colégio?
_Não, ainda ... Mas quem sabe outra hora ...!?
_ Com certeza, eu faço questão de lhe apresentar tudo e todos, bem, todos que eu conheço, e se você quiser, claro!?
_ E como não, farei um grande gosto!
Nisso o professor entra : _ Bom dia, turma!
Thamara:_ Bom dia? Bom dia como se de cara tem sua magnânima aula de matemática. - falou em baixo tom, mas o suficiente para Isabela ouvir e dar risadas com a afirmação e a cara que fez ao falar-
A aula pareceu demorar anos para passar ainda mais para Thamara, que achava grego mais fácil que todas aquelas contas, regras, números misturados as letras, enfim, já Isabela mostrou desenvoltura na mais matéria. Em minutos depois entrou a professora de química o que agradou a ambas:
_ Enfim um bom dia! Ah, química! - dessa vez, disse em alto e bom tom, sorrindo satisfeita-
Professora:_ Não muda nada em Dona Thamara, ainda bem que sou professora que uma matéria que você gosta, por que só imagino o quanto não sofre meus colegas que dão aula das matérias que você não gosta.
_Ah, que nada professora, sou boa aluna vai, não a mais esperta ou atenta, eu admito, mas há certas coisas que não atingem minha compreensão... Sou sincera, ora.
_ Ok, ok, menina, mas é bom ver seu entusiasmo em química - sorriram- Bem, vejo que temos uma aluna nova aqui, então mocinha, você é a ...?
_ Isabela, Isabela Alcanfora.
_ Prazer e seja bem vinda, isabela, sou Cristiane e como já notou, professora de química. Então, vamos a aula...e Isabela, qualquer dúvida é só me falar, não se acanhe, quero ver como você está, essas coisas de sempre de uma escola. A aula então foi iniciada.
Sem notarem o sinal do intervalo já tocava, o tempo passou voando e as duas notaram o quanto gostavam de química e a facilidade que tinham :
_ Thamara, não entendo sua dificuldade em matemática e essa facilidade em química!?
_ Ah, eu sempre tive problemas com os professores de matemática, o que me causou antipatia pela matéria, já química, isso nunca aconteceu. Deve ser por isso.
_ Uhm, entendi então. - sorriu- Vamos dar uma volta pelo colégio?
_ Claro!
Aproveitaram o tempo que tinham para que Isabela conhecesse a escola, Thamara foi uma guia e tanto, detalhista como só, não deixou escapar nada, nem ninguém. Pararam na lanchonete, pediram algo e se puseram a continuar o ''tur''.
...
_Ei, tem um lugar que quero te mostrar, é lindo e poucas pessoas vão até lá, às vezes, quando me canso do mundo vou pra lá e fico até o horário da saída.
_Então vamos, pois fiquei curiosa - sorriu e involuntariamente segurou a mão da amiga, que estremeceu com o toque, foi como se o contato entre as duas tivesse dado um choque, só que bom, mas no mesmo momento o sinal informou o final do intervalo-
_Bem, acho que ficará para uma próxima vez - sapararam as mãos-
‑Tudo bem, amanhã tem mais aula mesmo -sorriram e encaminharam-se para a sala-
Assistiram as últimas aulas e ficaram livres. Foram andando para casa enquanto conversavam banalidades sobre a escola e as pessoas que frequentam-na.
_ Chegamos!
_ Pois é, então...Te vejo mais tarde no ballet?
_ Ah, será que podiamos ir juntas, somos vizinhas e estamos nos tarnando boas amigas.
_Ah claro, que andar mora, para eu interfonar e irmos?
_Decimo terceiro...
_Está bem, ás quinze para as três te dou um toque! É...então...Thauzinho e até mais - Thamara ficava visivelmente sem jeito ao falar com Isabela-
_ Até!
E cada uma subiu para seu apartamento. Isabela chegou em casa sorrindo, o que chamou atenção de sua mãe:
_Hei, mocinha, que sorriso lindo é esse, desde que nos mudamos a senhorita andava tão amoadinha...O quê aconteceu?
_Nada demais mainha, apenas estou vendo tudo por outras pespectivas...
_E a escola, como foi, já fez muito amiguinhos?
_Amiguinhos? Mãe, você é muito sem noção às vezes - riram gostosamente- Só você,
visse!?
_ Ah, filha, você entendeu - riu abraçando a filha-
_Entendi sim Dona Lúcia. Conheci alguns alunos, pessoas bacanas, mas em resalte a
Thamara, uma colega do ballet e mora no prédio aqui em frente, estudamos juntas também.
_Que bom minha querida, depois quero conhecê-la, mas agora, já para o banho mocinha e depois venha almoçar!? -ordenou em tom bravo, mas de brincadeira-
_"Podexá" - saiu em direção ao banheiro.
Isabela morava com a mãe e duas vezes ao ano visita o pai, que mora em São Francisco - Califórnia -EUA, filha única tem uma relação de amiazade com os pais.
Enquanto isso, Thamara sia do banho e sentava-separa almoçar, juntamente com os pais, a irmão Clarissa, mais velha e João, irmão mais novo.
_ Tudo bem, minha pequena? - falou com um semblante de preocupação-
_ Sim, pai, por quê?
_ Você anda meio aérea, algo novo acontecendo?
_ Não, não, nada demais. - tentou desfarçar comendo o almoço-
_ E o ballet, a escola?
_ Tudo na mesma, meu bom velho - risos, Thamara sempre o tratava por apelidos e ela fazia o mesmo-
...
_Thamarinha, ontem vi você voltando pra casa do ballet com uma menina, amiga nova?
_Pow, Clari, passou por mim e nem carona deu, né!? Bela irmã essa que eu tenho, sabe!?
_ Ah, boba, você estava quase chegando... Andar faz bem, viu ... E você não me respondeu...
_ Sei, sei, irmã má! Brincadeirinha - risos- A guria é a Isabela, ela é nova na cidade,
está na mesma turma de ballet e mora aqui em frente, viemos juntar.
_ Hum, e essa menina é de boa família? Por que se mudaram? Ela mora com quem ? Tem irmãos ? Veio de onde?
_ Mãããe! Interrogatório é, calma eu a chonheci ontem, ela ghegou a aula e Rose pediu que eu a ajudasse, descobri que somos vizinhas e hoje que estamos na mesma turma na escola. Somos colegas, não custa nada ser gentil!
_ Ieda, sem exageros, amor, deixe nossa filha, que mania de tanto pegar no pé dela.
_ bem, eu já terminei, vou indo pois marquei de passar na casa da Isa para irmos juntas à aula . Beijos a todos -
_Cuide-se - recomendou o pai-
A mãe fez um semblante desgostoso, de uns tempos ao presente implica demasiadamente com a filha do meio, dizia ela que era amor e intuição de mãe.
Thamara deixou a mesa, foi ao querto terminar de se arrumar , escovar os dentes e saiu:
_ Beijos, família! Fui! - bateu a porta atrás dela-
Atravessou a rua e interfonou, uma voz doce e receptiva atendeu:
_Pois não?
_ A Isabela, por favor!
_ Ah, você deve ser a colega do ballet, ela está terminando de se arrumar, por favor, suba...
_ Não senhora, obrigada, mas não precisa, esperarei aqui mesmo, já estamos atrasadas.
_ Tudo bem, mas da próxima vez suba, visse!? Será um gosto conhecê-la.
_ Sim claro, digo o mesmo - Thamara estava morrendo de vergonha em falar com a
mãe da Isabela e não entendia o motivo, não havia sentido isso antes, com nenhuma mãe de amiga-
_ Por nada! Ela já vai desce. Thau.
Sem muita demora estam a caminha da aula, chegaram rindo e ofegantes, pois apressaram o passo para não serem chamadar atenção.
_Por pouco em meninas! Thamara, eu pedi para você ajudar a Isabela e não disvirtuá-la - Fez cara de brava-
_Desculpe Senhorita Rose, não vai mais acontecer...
_ Sei que não, sei que não, mas andem moças, terminem de calçar as sapatilhas e as
duas para a barra direita!
...
___________
Continua...
Envergonhada abriu um tímido, porém lindo sorriso. A professora foi em sua direção e a trouxe para o meio da sala:
_Pessoal, essa é Isabela, ela acabou de mudar-se para cá.
Eu sem perceber tinha um gigantesco sorriso estampado no rosto, mas de pronto sumiu ao ouvir : _ Thamara!Thamara! Acorde menina!
_Sim, desculpe, Rose! Destraí-me.
_Tudo em, eu estava perguntando se poderia ajudar Isabela a se inturmar e a nos acompanhar!?
Sem nem pestanejar respondi:Claro, será um gosto.
Ela sorriu e veio até mim, nós apresentamos intimamente'' e ela começou a se alongar. Não era muito de papo, foi a aula mais longa que tive, ou ao menos parecia, porém ao mesmo tempo foi a aula mais curta de todos os anos que fiz ballet. O motivo dde tamanha contradição? Nem eu mesma sei, só sei que me sentia assim, como se o tempo não passasse mas ao mesmo tempo corresse. Vá entender.
Isabela era uma verdadeira pluma, leve, parecia ser conteúdo da músca, parte do vento, encantadora.

Ao termino da aula ela me agradeceu por tudo...
_Não por isso! Ah, você está morando em que lugar? Se quiser companhia ou guia para conhecer a cidade estou a disposição.
_obrigada, moro a poucas quadras daqui, na direção sul do parque central, e você?
_Também,podemos ir juntas pelo caminho, que acha?
_Bom, será muito bom. Me sinto deslocada aqui, dá um certo medo.
_Não precisa ter medo... - rimos- Vamos?
Ent/ao saímos da academia, chegando a rua fomos caminhando olhando as vitrinis, pouco falávamos, até que paramos de fronte a uma qual fez descobrimos um gosto em comum. Um vestido lindo, que nos encantou rapidamente:
_Que lindooo! - Falamos como se sincrinizadas, caímos na gargalhada.
_Nossa, quando sincronização, não, Isabela?!
_E não é?! Pelo que parece temos um gosto semelhante.
_É...vai ver temos mais coisas em mumim...
_Quem sabe? Acho que seremos boas amigas!
_Mais um pensamento em comum - rimos novamente.
Continuamos a caminhada, falamos da cidade, do bairro, das meinas do ballet, nada demais. Descobri que ela morava no prédio vizinho ao meu, bem de frente.
Nos despedimos e fomos cada um para seu canto. Cheguei indo direto ao meus quarto, um tanto estasiada pelo ocorrido, abri de imadiato minha caixinha... A bonequinha ainda estava alí dentro, mas era como se eu tivesse passado as últimas horas com ela, porém com vida.
Fico alí, olhando por um bom tempo a caixinha até que minha mãe :
_ Filhaaa, venha jantar!
_Já vou mãe, mas antes vou tomar um banho!
_Mas ainda não foi menina, então vá logo e não demore!
Fui tomar banho e não me demorei, pois já estava atrasada para o jantar mesmo. Meu pai sempre gostou que as refeições fossem feitas a mesa, e todos juntos, de preferência.
Sentei-me à mesa, como sempre típicas perguntas de final de dia: ''Como foi na escola?''
''e no ballet?'' " e as novidades?", blábláblá. Respondi a todas, confesso que ainda estava com a cabeça nas nuvens, o que foi notado pela família, mas pouco se falou sobre tal coisa. Levantei com a desculpa de estudar e voltei ao meu quarto, me joguei na cama... E a Isabela não saia de minha mente.
Fui até a janela e fiquei olhando o céu, que desce todas as noites...São tantas janelas acesas fazendo parecer que as estrelas desceram todas, umas passam a noite inteira com a luz de seu interior ligada, mas uma em especial me chamou atenção. Fazeia tempo que não a via acesa, observei atentamente tentando visualizar seeu interior, mas era coberta por uma cortina, fiquei olhando até que a luz se apagou, voltei a cama e acabei por adormecer.
Dia seguinte, fui à escola, acordei um tanto cansada, meio sonolenta...Entrado na sala me deparo com um rosto conhecido recentemente, a delicada bonequinha, sentada no canto, encostada na parede...Sorriu ao me ver e eu, sem notar já estava sorrindo.
Fui andando em sua direção, parei de frente a ela, quando disse:
_Bom dia, isabela, posso me sentar aquí?(apontando para a cadeira ao lado)
_Sim, claro! Que bom que estudamos juntas!
_É, foi uma bela surpresa! Então, já conheceu todo o colégio?
_Não, ainda ... Mas quem sabe outra hora ...!?
_ Com certeza, eu faço questão de lhe apresentar tudo e todos, bem, todos que eu conheço, e se você quiser, claro!?
_ E como não, farei um grande gosto!
Nisso o professor entra : _ Bom dia, turma!
Thamara:_ Bom dia? Bom dia como se de cara tem sua magnânima aula de matemática. - falou em baixo tom, mas o suficiente para Isabela ouvir e dar risadas com a afirmação e a cara que fez ao falar-
A aula pareceu demorar anos para passar ainda mais para Thamara, que achava grego mais fácil que todas aquelas contas, regras, números misturados as letras, enfim, já Isabela mostrou desenvoltura na mais matéria. Em minutos depois entrou a professora de química o que agradou a ambas:
_ Enfim um bom dia! Ah, química! - dessa vez, disse em alto e bom tom, sorrindo satisfeita-
Professora:_ Não muda nada em Dona Thamara, ainda bem que sou professora que uma matéria que você gosta, por que só imagino o quanto não sofre meus colegas que dão aula das matérias que você não gosta.
_Ah, que nada professora, sou boa aluna vai, não a mais esperta ou atenta, eu admito, mas há certas coisas que não atingem minha compreensão... Sou sincera, ora.
_ Ok, ok, menina, mas é bom ver seu entusiasmo em química - sorriram- Bem, vejo que temos uma aluna nova aqui, então mocinha, você é a ...?
_ Isabela, Isabela Alcanfora.
_ Prazer e seja bem vinda, isabela, sou Cristiane e como já notou, professora de química. Então, vamos a aula...e Isabela, qualquer dúvida é só me falar, não se acanhe, quero ver como você está, essas coisas de sempre de uma escola. A aula então foi iniciada.
Sem notarem o sinal do intervalo já tocava, o tempo passou voando e as duas notaram o quanto gostavam de química e a facilidade que tinham :
_ Thamara, não entendo sua dificuldade em matemática e essa facilidade em química!?
_ Ah, eu sempre tive problemas com os professores de matemática, o que me causou antipatia pela matéria, já química, isso nunca aconteceu. Deve ser por isso.
_ Uhm, entendi então. - sorriu- Vamos dar uma volta pelo colégio?
_ Claro!
Aproveitaram o tempo que tinham para que Isabela conhecesse a escola, Thamara foi uma guia e tanto, detalhista como só, não deixou escapar nada, nem ninguém. Pararam na lanchonete, pediram algo e se puseram a continuar o ''tur''.
...
_Ei, tem um lugar que quero te mostrar, é lindo e poucas pessoas vão até lá, às vezes, quando me canso do mundo vou pra lá e fico até o horário da saída.
_Então vamos, pois fiquei curiosa - sorriu e involuntariamente segurou a mão da amiga, que estremeceu com o toque, foi como se o contato entre as duas tivesse dado um choque, só que bom, mas no mesmo momento o sinal informou o final do intervalo-
_Bem, acho que ficará para uma próxima vez - sapararam as mãos-
‑Tudo bem, amanhã tem mais aula mesmo -sorriram e encaminharam-se para a sala-
Assistiram as últimas aulas e ficaram livres. Foram andando para casa enquanto conversavam banalidades sobre a escola e as pessoas que frequentam-na.
_ Chegamos!
_ Pois é, então...Te vejo mais tarde no ballet?
_ Ah, será que podiamos ir juntas, somos vizinhas e estamos nos tarnando boas amigas.
_Ah claro, que andar mora, para eu interfonar e irmos?
_Decimo terceiro...
_Está bem, ás quinze para as três te dou um toque! É...então...Thauzinho e até mais - Thamara ficava visivelmente sem jeito ao falar com Isabela-
_ Até!
E cada uma subiu para seu apartamento. Isabela chegou em casa sorrindo, o que chamou atenção de sua mãe:
_Hei, mocinha, que sorriso lindo é esse, desde que nos mudamos a senhorita andava tão amoadinha...O quê aconteceu?
_Nada demais mainha, apenas estou vendo tudo por outras pespectivas...
_E a escola, como foi, já fez muito amiguinhos?
_Amiguinhos? Mãe, você é muito sem noção às vezes - riram gostosamente- Só você,
visse!?
_ Ah, filha, você entendeu - riu abraçando a filha-
_Entendi sim Dona Lúcia. Conheci alguns alunos, pessoas bacanas, mas em resalte a
Thamara, uma colega do ballet e mora no prédio aqui em frente, estudamos juntas também.
_Que bom minha querida, depois quero conhecê-la, mas agora, já para o banho mocinha e depois venha almoçar!? -ordenou em tom bravo, mas de brincadeira-
_"Podexá" - saiu em direção ao banheiro.
Isabela morava com a mãe e duas vezes ao ano visita o pai, que mora em São Francisco - Califórnia -EUA, filha única tem uma relação de amiazade com os pais.
Enquanto isso, Thamara sia do banho e sentava-separa almoçar, juntamente com os pais, a irmão Clarissa, mais velha e João, irmão mais novo.
_ Tudo bem, minha pequena? - falou com um semblante de preocupação-
_ Sim, pai, por quê?
_ Você anda meio aérea, algo novo acontecendo?
_ Não, não, nada demais. - tentou desfarçar comendo o almoço-
_ E o ballet, a escola?
_ Tudo na mesma, meu bom velho - risos, Thamara sempre o tratava por apelidos e ela fazia o mesmo-
...
_Thamarinha, ontem vi você voltando pra casa do ballet com uma menina, amiga nova?
_Pow, Clari, passou por mim e nem carona deu, né!? Bela irmã essa que eu tenho, sabe!?
_ Ah, boba, você estava quase chegando... Andar faz bem, viu ... E você não me respondeu...
_ Sei, sei, irmã má! Brincadeirinha - risos- A guria é a Isabela, ela é nova na cidade,
está na mesma turma de ballet e mora aqui em frente, viemos juntar.
_ Hum, e essa menina é de boa família? Por que se mudaram? Ela mora com quem ? Tem irmãos ? Veio de onde?
_ Mãããe! Interrogatório é, calma eu a chonheci ontem, ela ghegou a aula e Rose pediu que eu a ajudasse, descobri que somos vizinhas e hoje que estamos na mesma turma na escola. Somos colegas, não custa nada ser gentil!
_ Ieda, sem exageros, amor, deixe nossa filha, que mania de tanto pegar no pé dela.
_ bem, eu já terminei, vou indo pois marquei de passar na casa da Isa para irmos juntas à aula . Beijos a todos -
_Cuide-se - recomendou o pai-
A mãe fez um semblante desgostoso, de uns tempos ao presente implica demasiadamente com a filha do meio, dizia ela que era amor e intuição de mãe.
Thamara deixou a mesa, foi ao querto terminar de se arrumar , escovar os dentes e saiu:
_ Beijos, família! Fui! - bateu a porta atrás dela-
Atravessou a rua e interfonou, uma voz doce e receptiva atendeu:
_Pois não?
_ A Isabela, por favor!
_ Ah, você deve ser a colega do ballet, ela está terminando de se arrumar, por favor, suba...
_ Não senhora, obrigada, mas não precisa, esperarei aqui mesmo, já estamos atrasadas.
_ Tudo bem, mas da próxima vez suba, visse!? Será um gosto conhecê-la.
_ Sim claro, digo o mesmo - Thamara estava morrendo de vergonha em falar com a
mãe da Isabela e não entendia o motivo, não havia sentido isso antes, com nenhuma mãe de amiga-
_ Por nada! Ela já vai desce. Thau.
Sem muita demora estam a caminha da aula, chegaram rindo e ofegantes, pois apressaram o passo para não serem chamadar atenção.
_Por pouco em meninas! Thamara, eu pedi para você ajudar a Isabela e não disvirtuá-la - Fez cara de brava-
_Desculpe Senhorita Rose, não vai mais acontecer...
_ Sei que não, sei que não, mas andem moças, terminem de calçar as sapatilhas e as
duas para a barra direita!
...
___________
Continua...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Caixinha de música! Cap. um!
Era natal de 1990, eu tinha meus singelos cinco anos. Recordo-me de ter sido o natal mais lindo que tive, uma noite inesquecível. O grande motivo foi o presente que ganhei, a família não ia muito bem financeiramente, mas à meia noite, papai me chama...Acordo já correndo para sala, mamãe então diz :
_ Olhe minha filha, tem algo para você aqui! Falava apontando para baixo da árvore com um simples sorriso estampado no rosto.
Eu, curiosa, corri ao embrulho e rasguei-o inteiro sem nem pensar duas vezes, ao abrir me deparei com uma linda caixinha, qual abri e uma linda bailarina aparecia e dançava ao som de uma belíssima música. Lembro-me como se fosse hoje. Sem perceber, tão inocente, me encantei pela primeira vez por um ser único. Os anos foram passando e acaixinha continuava alí, em meu quarto, ao lado de minha cama e todos os dias antes de dormir ficava a admirá-la.
Mamãe, ao perceber esse meu hábito julgou que eu desejava ser bailarina, como aquela bonequinha, foi então que me pos no ballet, aos sete anos de idade.
Bem, com o tempo passe a adorar tudo aquilo, confesso: até levava um certo jeito. Vieram apresentações, audições, novos alunos, tanto rapazes como moças. Eu, fui crescendo assim, dançando e amando essa vida.Porém um dia, algo inexplicado aconteceu, arrumei-me e fui à academia, estava na barra me aquecendo, fazendo alongamentos, ao mesmo tempo, destraía--me com a paisagem outonal* ao lado de fora da janela, quando de repente, em um movimento obrigatório, olho para a porta, imediatamente meus movimentos se congeleram, estasiada senti meu coração pulsar como acontecia somente em minutos antecedentes de grandes extreias...
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Continua...
Quente! XV
Continuando...
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Enquanto Antonella estava a levar sua vida em frente, Pietra imaginava como ela estaria vivendo, pois sua vida parecia cada vez mais doída, e os pensamentos na mulher que lhe disse amor, estavam cada vez mais frequentes, devido a absal distância agora existente.
Andar pelas ruas de Paris sem ouvir comentários maldosos era inevitávezl, risos, olhares, até mesmo determinados gestos a criticavam. Senhoras e Senhoritas não poupavam os olhares de reprovação ao vê-la entrar em uma loja para efetuar determinada compra, em algumas, as atendentes lhe tratavam com total desprezo, outrora até recusavam atendê-la. Já não podia frequentar lugares que antes frequentava, sabia que não seria fácil enfrentar o mundo assim que assumisse ser mulher da vida, mas não ter ninguém ao lado para segurar-lhe a mão, fazia por vezes que abaixasse a cabeça para as demais pessoas que reprovavam-na.
Como já esperava, por vezes, alguns Senhores, mais salientes saiam com uma piada, uma corte mais desavergonhada. Pietra sentia-se despida pelos olhares pidões de muitos cavalheiros, conforme andava era como se todos os homens pudessem lhe ver através das vestes, que sempre fora grossa, de muitas camadas. Foi quando andando por próximo a casa de Antonella, e sentia esses olhares, lembrou da cortez moça, qual a despia com sutileza, com uma doçura jamais sentida antes, era perante tudo delicada com ela, não a tratava como objeto, ou como uma simples mulher, tatava-a como uma flor, a mais frágil flor. Sentiu um aperto no peito, não sabendo ao certo o que era, ao passar em frente a casa de Antonella, olhou para o alto, avistando a janela de seu quarto, um sentimento de saudade lhe invadiu. Não poderia ela estar sentindo tanta falta de uma mulher, não era certo, era mais errado do que a profissão que escolheu para sustentar-se, mas foi inevitável, não havia como controlar a lágrima que correu face a baixo, e como se fosse um carinho da mulher ausente, escorreu pelo pescoço, colo, pousando entre os seios e lá secando.
Pietra não sabe explicar o tanto de sentimentos envolvidos nesse pequeno jesto, mas sentiu uma vontade enorme de correr e se refugiar nos braços de sua admiradora, pois além de amá-la, respeitava e cuidava-a como nenhuma outra pessoa tinha feito em sua vida.
Quando em casa, sentia uma solidão absurda, mas tentava não se prender a isso, fazia o máximo de coisa para ocupar corpo e mente. A cada dia que passa, apareciam mais trabalhos, homens de todos os tipos, gostos e desgostos. Estava começando a nutris asco pelo sexo masculino, não se imaginava paixonada novamente por alguém de tão grande semelhaça aos clientes que tinha de atender, parecia não conseguir se entregar mais a eles.
Só não desacreditara do amor, pelo sentimento que Antonella mostrou nutrir, porém seu suposto sumiço, sem nem se quer um adeus a decepcionou, no fundo sim, por mais que tente demonstrar alívio. Não saberia enfrentar a situação que lhe foi imposta pela moça.
Mais uma noite ia chegando, aprontar-se para o espetáculo parecia uma tortura nesses últimos dias e acreditava que assim seria para o tempo que durasse seu belo corpo e emprego.
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Continua...
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Enquanto Antonella estava a levar sua vida em frente, Pietra imaginava como ela estaria vivendo, pois sua vida parecia cada vez mais doída, e os pensamentos na mulher que lhe disse amor, estavam cada vez mais frequentes, devido a absal distância agora existente.
Andar pelas ruas de Paris sem ouvir comentários maldosos era inevitávezl, risos, olhares, até mesmo determinados gestos a criticavam. Senhoras e Senhoritas não poupavam os olhares de reprovação ao vê-la entrar em uma loja para efetuar determinada compra, em algumas, as atendentes lhe tratavam com total desprezo, outrora até recusavam atendê-la. Já não podia frequentar lugares que antes frequentava, sabia que não seria fácil enfrentar o mundo assim que assumisse ser mulher da vida, mas não ter ninguém ao lado para segurar-lhe a mão, fazia por vezes que abaixasse a cabeça para as demais pessoas que reprovavam-na.
Como já esperava, por vezes, alguns Senhores, mais salientes saiam com uma piada, uma corte mais desavergonhada. Pietra sentia-se despida pelos olhares pidões de muitos cavalheiros, conforme andava era como se todos os homens pudessem lhe ver através das vestes, que sempre fora grossa, de muitas camadas. Foi quando andando por próximo a casa de Antonella, e sentia esses olhares, lembrou da cortez moça, qual a despia com sutileza, com uma doçura jamais sentida antes, era perante tudo delicada com ela, não a tratava como objeto, ou como uma simples mulher, tatava-a como uma flor, a mais frágil flor. Sentiu um aperto no peito, não sabendo ao certo o que era, ao passar em frente a casa de Antonella, olhou para o alto, avistando a janela de seu quarto, um sentimento de saudade lhe invadiu. Não poderia ela estar sentindo tanta falta de uma mulher, não era certo, era mais errado do que a profissão que escolheu para sustentar-se, mas foi inevitável, não havia como controlar a lágrima que correu face a baixo, e como se fosse um carinho da mulher ausente, escorreu pelo pescoço, colo, pousando entre os seios e lá secando.
Pietra não sabe explicar o tanto de sentimentos envolvidos nesse pequeno jesto, mas sentiu uma vontade enorme de correr e se refugiar nos braços de sua admiradora, pois além de amá-la, respeitava e cuidava-a como nenhuma outra pessoa tinha feito em sua vida.
Quando em casa, sentia uma solidão absurda, mas tentava não se prender a isso, fazia o máximo de coisa para ocupar corpo e mente. A cada dia que passa, apareciam mais trabalhos, homens de todos os tipos, gostos e desgostos. Estava começando a nutris asco pelo sexo masculino, não se imaginava paixonada novamente por alguém de tão grande semelhaça aos clientes que tinha de atender, parecia não conseguir se entregar mais a eles.
Só não desacreditara do amor, pelo sentimento que Antonella mostrou nutrir, porém seu suposto sumiço, sem nem se quer um adeus a decepcionou, no fundo sim, por mais que tente demonstrar alívio. Não saberia enfrentar a situação que lhe foi imposta pela moça.
Mais uma noite ia chegando, aprontar-se para o espetáculo parecia uma tortura nesses últimos dias e acreditava que assim seria para o tempo que durasse seu belo corpo e emprego.
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Continua...
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